Um passeio pelo Rio Sena


Exaltado em romances, festejado em telas de impressionistas, ao longo dos séculos serviu como via de transporte, fonte de abastecimento de água, banheira ou rede de esgoto. No entanto o mais famoso rio francês hoje se destaca na paisagem de Paris, tanto quanto a famosa Torre Eiffel ou o magnífico Museu do Louvre. Contido por muralhas de pedra, contorna a Ille-de-la-Citê dividindo a cidade em dua áreas distintas: a Rive Gauche, à margem esquerda, e a Rive Droite, à margem direita.

Foto: Claude Monet (Domínio Público)

E estando em Paris não poderia declinar de um passeio pelas suas águas. Deslizando vagarosamente passamos diante dos principais monumentos da cidade: Invalides, Museu d'Orsay, Place de la Concorde, Conciergerie, Louvre e Torre Eiffel.
É também a oportunidade de desfrutarmos de um ângulo diferente de suas belas pontes, entre elas a Ponte Alexandre III, a Ponte Neuf, a mais antiga de Paris e a Ponte das Artes, conhecida por ser onde são colocados os "Cadeados do Amor".
Ponte Alexandre III


Ponte Neuf

Ponte da Artes


Mas não são apenas os turistas que gostam de deslizar pelas águas do Rio Sena. Os próprios parisienses utilizam esse passeio para comemorar vários eventos, como casamentos, aniversários ou reuniões privadas.
Em dias ensolarados eles estão lá, as suas margens, reunidos para um descanso, um namoro, um bate-papo em espaço aprazível e bucólico. Curtir as bordas do Sena, já classificadas desde 1991 como Patrimônio da Humanidade, caminhando ou em uma bike, ou nas mesas com tabuleiros para jogos e brincadeiras, faz parte de um dos programas mais  típicos de Paris.
Dentre tantas atrações inseparáveis das margens do Sena, estão os bouquinistes, um grupo de livreiros especializados, que vendem livros antigos, gravuras, cartões e cartazes do século 19.
A origem desse comércio remonta o século 16, quando vendedores ambulantes que não se sujeitavam à censura real, estabeleciam-se à beira do rio para a venda clandestina de seus produtos. Em meados do século 19, bancas (ou caixas) verdes foram padronizadas e se fixaram ao longo das margens do Sena, dando início à tradição dos bouquinistas.

Várias são as empresas que oferecem os passeios pelo Rio Sena, que variam de preços e serviços, como a Vedettes de Paris e a Bateaux Parisiens.
Mas escolhemos o Batobus , um barco ônibus que faz um trajeto pelo Sena, percorrendo as duas margens, com  paradas em pontos estratégicos (5 paradas na Rive Gauche e 3 na Rive Droite). Há uma bilheteria em cada parada, onde se pode comprar o passe. Na próxima ao Museu d' Orsay, compramos um com validade para um dia e direito a embarcar e desembarcar em qualquer parada.  
Dali seguimos o passeio, que também foi aproveitado como meio de locomoção para chegarmos na parada do Hotel de Ville, na margem direita do Sena. Antes, o barco parou para embarque e desembarque de passageiros próximo a Catedral de Notre Dame e no Jardin des Plantes, de onde fez o retorno para a margem direita, e a primeira parada foi onde descemos.
Terminado nosso passeio pelas ruas do Marais, retornamos à parada (Hotel de Ville) do Batobus, e seguimos pelo Sena, passando pela parada do Louvre e Champs Elysées, de onde o barco retorna para a margem esquerda, recomeçando o circuito na parada da Torre Eiffel.  
Fachada lateral do Louvre

Finalizamos esse passeio na última parada da da margem direita, próximo à Champs Elysées.






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