A Grande Cordilheira: Os Andes


Atravessando toda a costa ocidental da América do Sul, com aproximadamente 8000 km de extensão, a Cordilheira dos Andes é, em comprimento, a maior cadeia de montanhas do mundo. Integra a paisagem da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e Argentina. Na Colômbia e Venezuela se ramifica e se prolonga, aproximando-se do Mar do Caribe. 


Na zona central se alarga dando lugar a um planalto conhecido como Altiplano, que é partilhado pelo Peru, Bolívia e Chile. Ao sul é a fronteira natural entre o Chile e a Argentina. Sua altitude média gira em torno de 4000 m, tendo o pico do Aconcágua com 6962 m de altitude, como seu ponto culminante.
Parque do Aconcágua - Argentina

Em virtude das rigorosas condições climáticas da região andina, seus primeiros habitantes tiveram que vencer os mais diversos obstáculos para estabelecer uma condição sustentável de vida. A escassez de oxigênio foi uma delas. Os nativos possui uma maior concentração de hemoglobina, com uma capacidade cardiopulmonar maior, permitindo-lhes assim, oxigenar plenamente seu organismo e manter uma circulação sanguínea adequada a sua sobrevivência  sob essas condições. Desta forma foi possível o surgimento de cidades entre algumas das montanhas mais altas da Terra, cujas ruínas guardam o mistério de sua origem.


A fauna e a flora andina também necessitaram de adaptação. Devido à grande resistência física, os camelídeos como a alpaca, llama, vicunha e guanaco) são os animais mais encontrados em altitudes superiores a 4000 m. Quanto à vegetação, alguns tipos de batatas e a quínua são encontrados em terraços elevados. Mas, nas maiores altitudes, a flora, quando existe, é muito pobre e se resume a uma espécie de um capim que se encontra em quase toda a cordilheira, sendo típico da vegetação andina.
Lhamas e Alpacas (Arequipa/Peru)

Vicunhas - (Arequipa/Peru)

Guanaco - Torres del Paine/Chile)

É nos Andes que a força mais profunda da terra se faz valer através da atividade dos diversos vulcões e também dos terremotos.
Alausi - (Equador)

Mas também, é lá o lugar do voo solitário do magnífico condor. Viajar por essa região é sempre uma descoberta. Não apenas pela beleza dos seus dramáticos acidentes naturais, mas também pela obras  humanas que foram ali construídas há séculos. É uma perfeita comunhão das duas grandezas!

Cânion del Colca - (Peru)


A Cordilheira dos Andes sempre exerceu sobre mim um grande fascínio. A primeira vez que a tive em meu campo de visão foi em uma viagem à Argentina, uma imagem no horizonte das montanhas geladas de Bariloche, no final da década de 70 (século 20).

Lago Nahuel Huapi - Bariloche/Argentina)


No entanto, toda a sua exuberância eu pude desfrutar anos depois, quando estive no Chile pela primeira vez. De Santiago subimos ao Vale Nevado e lá no topo, a uma temperatura de 6º negativos eu me deliciei com toda aquela brancura dos seus cumes nevados.

Numa terceira vez, em Ushuaia e depois, Torres del Paine, El Calafate e subindo pela Rota 40, da Patagônia à Mendonza, na Argentina, acompanhou-me por quase todo o percurso ao lado esquerdo de minha janela até chegar mais próximo, quando estive no Parque do Aconcágua.

  Canal de Beagle - (Ushuaia - Argentina)

Perito Moreno - (El Calafate/Argentina)

Na quarta vez foi uma viagem diferente. Durante 30 dias percorri a região palco de acontecimentos históricos que marcaram as civilizações que se desenvolveram ao longo da mais extensa cordilheira do planeta. Foi a vez do Altiplano Andino.
Rodovia do Pacífico - (Peru)

Vale Sagrado - (Peru)

Altiplano Andino - (Oruro/Bolívia)

A quinta e última vez pelos Andes foi uma rápida passagem pelo Equador e Colômbia.

Bogotá - (Colômbia)

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