Rio Branco



Capital do Acre, é a sexta maior cidade da Região Norte. Teve origem a partir de núcleos populacionais que resultaram da miscigenação entre nordestinos, indígenas e outros pessoas de diversas partes do mundo que se estabeleceram na região em função do Ciclo da Borracha. O seu nome se deve a homenagem feita ao Barão de Rio Branco que teve papel relevante na Questão do Acre, finalizada com a assinatura do Tratado de Petrópolis.



Uma viagem por terras acreanas

Cheguei em Rio Branco, capital do Acre, por via aérea procedente de Porto Velho. Essa opção se deu por não haver linha rodoviária diurna e viajar no período noturno só ocorreria quando fosse a única solução. Como estava a caminho do Peru e Bolívia e sendo vizinho desses países, onde se encontra o legado deixado pelas civilizações pré-colombianas, o Acre foi a porta de saída para essa viagem, que teve a duração de 30 dias.
A estadia em Rio Branco foi muito curta, mas o suficiente para conhecer os principais atrativos do centro da cidade, incluindo uma visita ao Palácio Rio Branco, ao Memorial dos Autonomistas, o Mercado Velho e ao Museu da Borracha. Neste, tive a companhia de uma guia que entre outras informações, rapidamente relatou como se deu o surgimento do estado acriano( veja aqui). A cidade estava passando por um processo de revitalização, proporcionando atrações que valem a pena ser conhecidas. Banhada pelo Rio Acre, está dividida em 2 partes: de um lado o Centro Histórico e do outro a parte mais nova e urbanizada.


O Memorial dos Autonomistas é um espaço criado para homenagear aqueles  que participaram da luta que transformou o território do Acre em estado, em 1957. Criado em 2002, guarda fotos, objetos, jornais e textos  sobre os importantes episódios do período de 1904 a 1962. O corpo do então senador Guiomar Santos responsável pelo projeto de lei de elevação do Acre a estado e o de sua esposa, Lydia Hammes, estão sepultados em túmulos especialmente construído no local.


O Palácio Rio Branco foi construído em 1930 e permaneceu como sede do governo até 1992. Atualmente é um museu, onde há um ambiente dedicado aos povos indígenas, onde é possível identificar as etnias, exposição de artigos indígenas e salas com painéis e fotografias que contam a história do prédio. Em estilo eclético, com colunas jônicas, tem uma uma grande tela surrealista do acriano Ivan Campos.
 
Onde: Praça Povos da Floresta (Centro)
Quando: 3 a 6ª das 8 às 18h/ sab. e dom. 16 às 21 h


O Mercado Velho, na margem esquerda do rio Acre, foi a primeira edificação em alvenaria da cidade. Inaugurado em 1929, hoje abriga pequenas lojas e cafés, que muito cedo já começam a servir a "baixaria", prato regional feito com farinha de milho, carne moída, ovo frito e cheiro verde.


Onde: Pça da Bandeira
Quando: todos os dias das 4 às 23:3 h
O calor era inclemente, no entanto não poderia deixar de conhecer o Calçadão da Gameleira, local onde surgiu a cidade à sombra da centenária árvore. Cheguei até lá pela Passarela Governador Joaquim Macedo.


No calçadão estão localizadas casas comerciais, muitas erguidas por imigrantes árabes entre  as décadas de 40 e 80. São bastante coloridas. Numa delas funcionou o primeiro hotel de Rio Branco, atualmente é a Fundação de Cultura Elias Mansour, que exibe amostras temporárias de artes visuais. No seu acervo há obras de acreanos como Rodolfo Bader e Hélio Melo(retratista de seringais).

"Bendita sejas tu, preguiça amada, que não consentes que eu me ocupe em nada”
                                                                                          Juvenal Antunes (Poeta ali representado)
Serviço
Onde: Rua Sen. Eduardo Assmar s/n, Calçadão da Gameleira
Quando: 2ª a 6ª das 8 às 21 h; sab. e dom. das 16 às 21 h.



Após me refrescar com um sorvete, segui em direção ao Parque da Maternidade, espaço construído em 2002 ao longo de 6 km de um igarapé. Arborizado,contando com ciclovias, pista de caminhadas, lanchonetes, venda de artesanato,quadras de esporte, enfim um bonito espaço de lazer. 
A "Gordinha da Maternidade" é como se é conhecida a escultura de autoria de Eliana Kertész, instalada no pátio da Maternidade Bárbara Heliodora. Daí a origem do nome do Parque.

Mas antes de  chegar ao Parque da Maternidade fiz uma rápida visita ao Museu da Borracha, que está situado num antigo casarão e é, desde 1978, referência histórica acriana. No acervo há vasos, urnas funerárias, cestos e cerâmicas indígenas, além de objetos utilizados na coleta de látex (poronga, péla, cabrita), armas utilizadas na Revolução Acriana e itens usados no ritual do Santo Daime.
Serviço
Onde: Av. Ceará, 1441- Centro
Quando: 3ª a   6ª das 8 às 18h; sab. e dom. das 16 às 21 h.


Como estava programado conhecer o lugar onde viveu e foi assassinado Chico Mendes, de Rio Branco seguiria para Xapuri, cerca de 180 km.

No Hotel Guapindáia me falaram que o ônibus para Xapuri sairia às 6 horas da manhã. A outra opção era o táxi lotação, muito comum por lá, cujo ponto está localizado no Calçadão da Gameleira. Espera-se lotar o carro com quatro passageiros indo ao mesmo destino e segue-se viagem. É um pouco mais caro, porém bem mais rápido, pois o ônibus vai parando a viagem inteira. No meu caso, o tempo era fundamental e por ter um cronograma curto, a solução foi fazer um acordo com o taxista para me deixar em Xapuri.


Amanhecendo em Rio Branco

Desta forma, cedo da manhã, deixei para trás a capital acriana pela BR 317. Considerada a parte brasileira da Interoceânica, cortando a Planície Amazônica, a Rodovia segue o Vale do Rio Acre em direção a sua nascente, atravessando pequenos lugarejos. A certa altura se pega uma estrada secundária, conhecida como a "Estrada da Borracha" e 12 km após deixarmos a BR 117 chegamos à pequenina cidade de Xapuri.


Como chegar em Rio Branco:

Avião: Geralmente partindo de Porto Velho. A linha é operada pelas principais companhias aéreas. O aeroporto fica na região rural de Rio Branco (cerca de 20 km) e a tarifa do taxi ficou em R$ 70,00 (outubro/2011).

Ônibus: Partindo de Porto Velho. Eucatur



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