Belo Horizonte


Belo Horizonte foi a primeira capital planejada (1897), o centro é formado por amplas ruas e avenidas, num emaranhado de cruzamentos em diagonais, vias de mão única e ladeiras, que nos dias de hoje, infelizmente, não impedem os congestionamentos em virtude do grande volume de veículos. Segundo se conta, a cidade ao ser planejada para substituir Ouro Preto como capital, ficaria nos limites da avenida do Contorno, porém com a explosão demográfica no último século, passou a ser uma das maiores capitais brasileiras.


Dispunha apenas de dois dias e meio em Belo Horizonte e como um deles seria para visitar a cidade de Sabará, o tempo que sobrou foi utilizado para conhecer o Complexo Arquitetônico da Lagoa da Pampulha, a Praça da Liberdade com o Museu das Minas e do Metal, o Mercado Central e o Parque Municipal (em frente ao Hotel Othon, onde fiquei hospedada).

  • A Praça da Liberdade


Até 2010 a Praça da Liberdade era o centro do poder político mineiro. Com seu belo jardim inspirado no francês do Palácio de Versalhes, é hoje o centro da cultura na cidade. Construções do século 19 foram convertidas em museus e espaços culturais compondo o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, entre eles o Espaço TIM UFMG do Conhecimento, o Museu das Minas e do Metal – EBX e o Memorial Minas Gerais – Vale. 
O Palácio da Liberdade foi sede do Governo, hoje é um espaço de visitação pública. Mas, outros prédios construídos nas décadas de 50 e 60 (como o Edifício Niemeyer projetado pelo famoso arquiteto) dividem a cena da bucólica praça, que foi construída na época da fundação da cidade.



  • Complexo Arquitetônico da Pampulha
O Complexo foi projetado por Oscar Niemeyer na década de 40 (século 20), época em que Juscelino Kubitschek era prefeito de Belo Horizonte. A lagoa é artificial e contornada por jardins de autoria de Burle Marx. No total são 18 km.


Igreja São Francisco de Assis
O cartão postal de Belo Horizonte. Singela e pequenina, mas é lá que se dá o grande encontro de genialidade de um "triunvirato modernista": Oscar Niemeyer, Burle Marx e Cândido Portinari.


A Igrejinha da Pampulha tem uma arquitetura singular. A construção de linhas curvas, lembrando as montanhas da região, obra do então jovem Niemeyer, totalmente revestida por mosaicos em azul e branco de autoria de Paulo Werneck, abrigam os 14 painéis de Cândido Portinari que retratam a Via Sacra e o mural de São Francisco. 
Porém, toda essa modernidade escandalizou a autoridade eclesiástica na ocasião. O seu formato, nada convencional para uma igreja, e o painel de Portinari que retrata um cachorro representando um lobo, junto a São Francisco de Assis, mantiveram suas portas fechadas por 14 anos e o culto proibido.
Ainda no seu interior, no batistério, há painéis de bronze esculpidos em baixo relevo por Alfredo Ceschiatti, representando a expulsão de Adão e Eva do Paraíso. Em seu entorno, os belos jardins projetados por Burle Marx.
Dos 18 km, só percorri cerca de 2,5 km margeando a lagoa a partir da Igreja de São Francisco de Assis. Vi ao longe o Mineirinho, as obras de reforma do Mineirão, passei pela frente do Iate Tênis Clube e cheguei à Casa do Baile.


Também projeto de Niemeyer, com suas linhas curvas. Era destinado às festas e bailes da sociedade na época. Hoje é o Museu do Design.

Infelizmente quando se está andando, as agressões ambientais ficam bem visíveis. A água verde opaca da Lagoa prenuncia a impropriedade de sua natureza. No entanto, há quem não dê importância a esse fato e tranquilamente faça a sua pescaria na lagoa, embora exista placa de proibição da pesca. 




Após conhecer um pouco o Complexo da Pampulha, segui de taxi para o Mercado, síntese de toda mineiridade, lá boxes com diversidade de queijos, os famosos doces de leite (comprei um) e tudo o mais que se faça necessário aos quitutes da terra. Aproveitei para almoçar e fui lá no famoso Casa Cheia, onde conheci a saborosa "almôndega exótica".
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  • Parque Municipal (Parque Municipal Américo Renné Giannetti)
Localizado no centro da cidade, em plena Av. Afonso Pena, foi inaugurado no mesmo ano da fundação de Belo Horizonte. Inspirado nos parques franceses da Belle Époque. Há jardins com roseiras, 50 espécies de frondosas árvores, coreto, parque de diversão, brinquedos, orquidário, um pequeno lago onde se pode remar nos barquinhos coloridos, um trenzinho para um passeio entre as aleias, como também pôneis disponíveis para cavalgadas, pipoqueiro, sorveteiro, enfim, tudo para uma boa diversão.










Fim do dia em Belo Horizonte






Dicas...
  • Quando estiver por lá prove o pão de queijo, afinal Minas é a terra dele. Há grande variedade de tamanho e de recheios. Um queijo com doce de leite ou com goiabada.  Feijão tropeiro e Frango com quiabo.
  • Vale um bate-volta a Sabará, cerca de 30 a 40 minutos de ônibus metropolitano.
  • Se aprecia arte contemporânea, a bola da vez é o Instituto Inhotim, em Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte.

Sites Úteis
  • Museus
          Museu de Artes e Ofícios
          Museu das Minas e dos Metais
          Memorial Minas Vale
          Espaço TIM-UFMGdo Conhecimento


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