Valle de La Luna e Valle de La Muerte


Esta área está localizada na Cordilheira de Sal, formada há 23 milhões de anos e composta de rochas sedimentares e diversos minerais, dentre eles o gesso, a argila e o sal. 











MorteLua e Sal

... Passava das 15 horas quando o ônibus da Desert Adventure parou em frente ao hotel. Fui a primeira passageira e por isso não escapei de um tour de uma hora pelos diversos hotéis da cidade em busca dos demais passageiros.

... Saímos da cidade e 4 km após nos deparamos com um vale de 2 km de extensão, onde rochas, cânions, dunas e precipícios fazem parte da paisagem.


A visita começa pelo Valle de La Muerte. Há quem chegue lá a pé ou de bike. É uma paisagem desoladora, absurda e fantástica! O azul do céu e os diversos tons de bege é a imagem do deserto em todo o seu esplendor.


Ao longe era possível ver o sinuoso caminho que liga a fronteira da Bolívia com o Chile, além do Lincancabur, onipresente.


... Em 1950, o arqueólogo Gustavo Le Paige teria encontrado nessa área esqueletos do povo atacamenho e acreditou que para lá eram mandados os velhos e doentes perto de morrer. Essa foi uma das histórias contadas pela guia para justificar o nome de Vale da Morte para o lugar. 


Porém, outras versões existem. Ali seria o lugar usado pelos incas para a prática de sacrifícios humanos na época em que dominaram a região ou quando os espanhóis tomaram o poder, executaram centenas de atacamenhos no local.


Histórias menos macabras também fazem parte da origem do nome. Em alusão ao solo avermelhado do planeta, teria sido chamado de “Vale de Marte” e, por uma confusão da pronúncia, ficou conhecido como Vale da Morte. Mas, a própria secura e aridez do ambiente podem ter sido o motivo para que assim fosse chamado.



A baixa umidade permite que haja uma impressionante nitidez do céu, cujo profundo azul contrasta com as diversas tonalidades que vão do rosa ao marrom. Uma prateada lua que aponta acima dos picos nevados dos vulcões completa a paisagem surreal! 


Voltamos ao ônibus e seguimos em direção ao Valle de La Luna a 16 km de San Pedro.




 






O final da tarde se aproximava e com ele o espetáculo que era a maior atração do horário. Depois de comprarmos os ingressos, no Centro de Informações, rapidamente nos dirigimos a Quebrada de Ckari, onde percorremos uma pequena trilha entre grandes paredões avermelhados. 




A geologia dessa região é única e as suas rochas contém sal, além de outros minerais. 




Os agentes da natureza agem nas formações rochosa produzindo estratificações e afloramentos salinos, muitas vezes dando uma aparência semelhante à superfície lunar.



A próxima parada foi nas “Três Marias”, formações resultantes dos intensos processos de erosão e desgastes das rochas. 


Essa formação é o testemunho de intensos processos de erosão e desgaste das rochas. Na sua composição há sal, quartzo, argila e cascalho. Tem aproximadamente um milhão de anos.


Camadas de pedras afloram e são esculpidas pelos ventos, que vão adquirindo formas, cores e brilhos, compondo essa magnífica paisagem no Deserto do Atacama.


A ventania era forte, levantando a poeira e formando redemoinhos. Voltamos ao ônibus que nos aguardava para nos levar à última atração: o por do sol no Vale da Lua.


Os carros ficaram aguardando no estacionamento e iniciamos a caminhada.

Ar rarefeito, areia, poeira e subida íngreme, uma caminhada literalmente sufocante que quase me fez desistir. 


Cheguei ao topo de uma montanha onde pude compartilhar com diversas pessoas um por do sol de rara beleza: ao crepúsculo, o Vale da Lua se transforma em uma palheta com tons de amarelo, rosa, vermelho e violeta.


Espetacular era a paisagem! Areia e mais areia a perder de vista. Deserto com dunas gigantescas. Montanhas rochosas e vulcões como moldura. 


Esse passeio geralmente é feito conjugado e ao final da tarde para presenciar o espetacular por do sol em cima das dunas do Valle de La Luna.

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