Tulum


O Caribe nos reporta a praias de águas azuis e areia branquinha, resorts, pousadas, mergulhos, descanso, etc, etc e etc. Nem de perto se pensa em passar bem pertinho disso tudo e lhe dar as costa, não é verdade? Pois é estive no Caribe esses dias, desembarquei no Aeroporto Internacional de Cancún e não vi o mar, eu lhe dei as costas. Estava no México, na Península de Yucatan, no estado de Quintana Roo, mas o destino era Tulum, cerca de 2 horas dali.





Mas Tulum também é banhada pelo Mar do Caribe, certo? 


Sim é verdade, mas meu interesse na conhecida Riviera Maia era apenas um, conhecer as famosas ruínas maias construídas nas areias brancas daquele mar turquesa. Tulum foi a primeiro do conjunto de ruínas que estava prestes a conhecer percorrendo a Rota Maia, que no México incluia ainda outros dois estados, Yucatan e Chiapas.


Com uma localização privilegiada, Tulum foi um dos mais importantes portos comerciais da costa oriental, com grande influência na área maia. Participou ativamente da rede de  distribuição de produtos locais e externos provenientes  da América Central, costa do Pacífico, Golfo e centro do México, através de rotas fluviais, marítimas e terrestres.Teve seu período de maior esplendor  entre o século 12 e 15, sendo uma das última cidades maias a sucumbirem pelas armas e germes dos invasores espanhóis.


Os maias de Tulum tinham como principal fonte de sustento o mar, dele obtinham produtos para sua alimentação, assim como matéria-prima para elaborar instrumentos de trabalho, objetos de rituais, ornamentos e utensílios diversos.


Nas suas casas tinham pequenas hortas com plantação de milho, feijão, pimenta, raízes e tubérculos. Conheciam uma medicina baseada no uso de ervas. Aproveitavam o que a selva lhes oferecia, como animais de caça, assim como aves que proporcionavam ricas plumagens. Portanto, viviam perfeitamente integrados à natureza.


Com relação à arquitetura, em Tulum se percebem características semelhantes à de Chichen Itzá e de Mayapã (contemporâneos). As construções são de pequeno tamanho, pouca complexidade, altura e qualidade.


Tinham as paredes cobertas com estuque, fachadas com esculturas(máscaras) e pinturas coloridas com forte contraste.

A pintura mural era empregada nos edifícios, adornando-os com temas rituais, cotidianos e relacionados com a natureza. Pintavam fachadas com cores vivas associadas aos pontos cardiais e aos deuses relacionados a estes.

Empregaram colunas suportando tetos planos, com desenhos de serpentes em prédios importantes, muros baixos em cada lado das escadarias e pequenos altares frente a edifícios solenes.


Esse povo também se dedicou  a rituais mágico-religiosos, às artes e à astronomia. E como bons astrônomos que foram, construíram Tulum em uma elevação do terreno, onde se poderia acompanhar o trajeto do sol durante o dia e contemplar a abóbada celeste à noite. Suas construções são orientadas intencionalmente com o proposito de registrar os movimentos solares dos solstícios e equinócios, que eram eventos importante para iniciar as atividades agrícolas.


No equinócio de primavera ou outono o sol se posta sobre a Linha do Equador e a duração do dia e da noite são iguais. No solstício de verão ou inverno é onde se tem o dia e a noite mais longa do ano, respectivamente. O amanhecer que segue a noite mais longa do ano ilumina uma das janelas no alto do templo do deus descendente.


Para entrar e  sair do sítio histórico atravessamos um muro de pedra bem  largo que envolve três lados, só ficando de fora o lado voltado para o mar. Acredita-se que  podia se tratar de uma fortaleza, que abrigava apenas as estruturas cívico-cerimoniais e os palácios da classe dominante, a maioria dos moradores vivia fora dela.

Tulum também foi conhecida com o nome de Zama ("amanhecer") Era um dos lugares onde primeiro se amanhecia por aquelas regiões.

Casa del Cenote 


Templo do Deus do Vento

Estrutura 25


El Castelo



Templo do Deus Descendente


El  Palácio - Apresenta ornamentação em forma de X




Como fui

Da Cidade do México para Tulum
Não houve como escapar, o dia foi todo de viagem. Então segui no avião da Aeroméxico da capital mexicana até Cancun (cerca de 1 hora e 45 minutos). No próprio aeroporto  já existe uma mini rodoviária, onde se pode seguir para os vários destinos. Já sabia que teria que pegar o ônibus da A.D.O. e me dirigi ao guichê da empresa. Apesar de no site informar que há ônibus direto para Tulum, naquele dia e horário não havia. A opção foi comprar passagem para Playa del Carmem e de lá pegaria um outro ônibus para Tulum, que segundo a funcionária da A.D.O. teria de hora em hora. Outra informação errada, não há. 
Uma hora depois de embarcar já me encontrava em Playa del Carmem e procurando outra empresa para viajar, porque àquela hora da tarde, não havia qualquer ônibus da A.D.O. se dirigindo à Tulum. Assim, após quase duas horas de espera na pequena e movimentada rodoviária de Playa del Carmen, pela empresa Mayab, embarquei para Tulum, onde cheguei uma hora depois e no final da tarde daquele dia que começou cedo no Aeroporto Internacional da Cidade do México.

De Tulum Pueblo para Tulum Ruínas
Pernoitei em Tulum Pueblo e logo cedo, em um taxi, eu me dirigi até as ruínas. Os carros param no estacionamento cerca de 700 metros da bilheteria. Todos se dirigem para a entrada percorrendo um caminho arborizado.
Preço do taxi (ida e volta do hotel): 200 pesos colombianos
Serviço
Quanto: 59,00 pesos mexicanos(dez/2014)
Quando: Diariamente das 8:00 às16:30 horas.
Onde: 4 km de Tulum Pueblo



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