Os Maias


Tribos perdidas de Israel? obras de hindus? habitantes da Atlântida? ou teriam sido extraterrestres?

Estas eram algumas indagações que sempre despertaram o interesse das mentes curiosas de muitos pesquisadores e aventureiros sobre a origem dos templos, palácios e pirâmides dos Maias. 



Muitos séculos se passaram desde que algum estrangeiro tenha avistado qualquer vestígio desse povo. Até que entre 1839 e 1841, Lloyd Stephens, advogado e explorador, e Frederic Catherwood, arquiteto e ilustrador, desvendaram a existência de várias cidades maias no sul do México e na América Central, onde no primeiro milênio da era cristã se desenvolveu uma civilização que não foi superada por qualquer outra no mesmo espaço em termos de requinte artístico e conhecimento científico.


As Origens

De acordo com estudos arqueológicos, acredita-se que a região da América Central e sul do México, conhecida também como Mesoamérica, começou a ser ocupada em torno de 20.000 a.C. por grupos humanos migratórios provenientes da Ásia. Alterações climáticas teriam interrompido esses fluxos, o que provocou o desenvolvimento isolado das populações que ali viviam. Porém não foi obstáculo para que surgissem formações sociais com características próprias.

Inicialmente caçadores nômades, só teriam começado a se estabelecer em vilas e cultivar a terra, tornando-se sedentários, cerca de 5.000 a.C. E como civilização, identificada pela existência da cerâmica, em 2.500 a.C.

Esse vasto território por muitos séculos foi palco para o desenvolvimento de várias civilizações pre-colombianas, como a dos Olmecas, dos Teotihuacanos, dos Maias, dos Toltecas e dos Aztecas.

Apesar da diversidade étnica e linguística, mantiveram um certo traço de unidade cultural no que se refere ao tipo de cultivo(cultura do milho),uso de calendário, sacrifícios humanos e organização estatal da sociedade. 

Estabeleceram laços comerciais e redes de trocas de produtos essenciais, já que o solo e as condições climáticas dessa região não lhes permitiam ser autossuficientes. Por conta disso também houve o compartilhamento de elementos em comum, entre eles a escrita pictográfica e o culto a certas divindades.





Os Maias

Embora existam várias hipóteses, umas até mirabolantes, sobre a origem desse povo, o fato é que há mais de dois mil anos a civilização Maia começou a deixar indícios de sua presença em regiões que hoje pertencem à Guatemala. 


De nômades, em algum momento da história,passaram a ser sedentários. Organizaram centros urbanos ao longo do primeiro milênio de nossa era, expandiram-se do sul do México até Honduras e El Salvador. Estudiosos da astronomia e matemática, estabeleceram dois calendários e criaram uma escrita. Enfim, tornaram-se uma civilização bastante complexa, mas que já se encontrava esfacelada quando os colonizadores desembarcaram na América. 


Os motivos do seu desaparecimento são ainda obscuros. Falta de uma base econômica estável, exaustão dos recursos naturais, ondas sucessivas de invasões de outros povos guerras civis ou catástrofes ambientais podem ter contribuído para o colapso dessa civilização. Desapareceu a Maias, grande civilização, mas o povo maia não teve um fim, pois até hoje seus descendentes vivem pela América Central, principalmente no território guatemalteco.




A terra dos Maias


A Civilização Maia não foi moldada por um império ou por um administração centralizada, não tinham um centro do poder. Suas grandes cidades eram independentes umas das outras e só mantinham relações comerciais entre si, ou de subordinação temporária em caso de guerra.


Esse povo ocupou áreas distintas ao longo de 500 mil km². Ao sul, as Terras Altas da Guatemala e Chiapas(México), onde predominam cordilheiras, vulcões, clima mais frio e uma longa estação chuvosa. 


Zona Central, área mais baixa, cortada por muitos rios, compreende a selva de Petén(Guatemala), a bacia do rio Usamacinta, que faz fronteira entre o México e a Guatemala e se estende até a fronteira com Honduras. De clima quente e úmido, com selvas onde se encontram árvores importantes para os Maias como a ceiba(árvore sagrada)e o chicozapote(de onde se tirava a seiva para a goma de mascar). 


Terras Baixas, ao norte da Península de Yucatan, no México. Região muito seca, com rios subterrâneos, que deram origem a cenotes (grandes poços originados pelo colapso do teto das cavernas por onde passam os rios subterrâneos).


O apogeu de cada uma dessas áreas ocorreu em períodos diferentes, conhecidos como: Pré-ClássicoClássico e Pós-Clássico.


- Pré-Clássico(2000 a.C. a 250 d.C.):Surgem os primeiros centros cerimoniais nas Terras Altas, uma incipiente escrita, o trabalho em cerâmica.


- Clássico(250 a 900 d.C.):Escrita desenvolvida, construção de templos e pirâmides nos centros cerimoniais, estelas. Sociedade hierarquizada com a poderosa classe dos sacerdotes que legitima o poder do governante(intermediário entre os deuses e os homens).Os calendários são utilizados para reger o ciclo da vida da população. Foi o período de auge de Tikal, Copán, Palenque, Bomampak, Yaxchilán entre outras.




- Pós Clássico(a partir de 900 até final do século 15): Nesse período a cultura Maia sofreu forte influência de outra cultura proveniente da região central do México, os Toltecas. Há mudança no estilo arquitetônico com o emprego de colunas, uma decoração exterior mais exuberante. Tornam-se mais importantes os sacrifícios humanos, são introduzidos novos deuses. É o auge de Chichén Itza, Uxmal e Tulum. Segue-se a invasão espanhola e desaparece a civilização Maia.



A complexidade e monumentalidade de suas construções e expressões artísticas reflete uma sociedade teocrática e muito hierarquizada, baseada no cultivo do maiz(milho)e em atividades comerciais, onde foi criada uma religião dotada de uma extensa cosmogonia, com deuses relacionados à natureza e complexos rituais que contemplavam o sacrifício humano. Ao mesmo tempo, os maias foram exímios astrônomos e matemáticos que introduziram o zero no sistema numérico e criaram um calendário bastante preciso, além de uma escrita hieroglífica.



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