Valladolid & Mérida


Estas duas não fazem parte da Rota Maia, são cidades coloniais, mas entraram para o roteiro por servirem de apoio na execução da rota. Em Mérida pernoitei quatro dias e para lá fui após deixar Chichen Itzá com destino à Palenque. Também serviu de base para visitar Uxmal. A passagem por Valladolid foi um acaso.






Um ótimo acaso, por sinal.  Valladolid não estava no roteiro, mas por motivos operacionais, entrou duas vezes, apesar de na primeira não ter chegado até ela. Eu explico.


Assim que chego a um lugar quando estou viajando sem reservas prévias das passagens, vou logo providenciar o transporte para o próximo destino. E foi isso que fiz ao chegar na pequena rodoviária de Tulum. A programação era viajar no dia seguinte, após a visita às ruínas, para Chichen Itzá, onde já tinha a reserva de hotel. Porém de ônibus só teria saída logo cedo da manhã, o que inviabilizava a minha programação em Tulum. A opção foi comprar a passagem para Valladolid e de lá compraria outra até Chichén Itzá. Mas, no dia seguinte, ao me dirigir em um taxi para a rodoviária, resolvi seguir direto, contratando o motorista para me deixar no hotel Mayaland, pois poderia ter problemas para chegar em Chichén a partir de Valladolid, já que a maioria dos ônibus partem para os locais turísticos pela manhã. Apesar do valor pago, naquele momento e circunstância, foi um razoável custo-benefício. E assim, conhecer um pouco daquela cidade colonial ficou para a segunda ocasião.


De Chichén Itzá seguiria para Mérida. Aqui mais uma vez precisei fazer uma conexão para poder chegar ao destino final e novamente entrava no meu caminho a cidade de Valladolid.  O taxi partiu  do Hotel & Bungalows Mayaland e meia hora depois me deixou na rodoviária da cidade colonial. Após comprar a passagem, segui para um curto passeio no centro de Valladolid, já que teria muito tempo até a hora de embarcar para Mérida.



A cidade foi fundada pela família Montejo em 1543, após destruírem o centro cerimonial maia de Zací,e dos escombros ergueram suas casas, prédios públicos e igrejas. Hoje é a terceira maior cidade da Península de Yucatán e um dos Pueblos Magicos. A cidade teve um papel relevante na Guerra das Castas (1847), que consistiu em um movimento social dos nativos maias contra a população não indígena e em 1910, durante a Revolução Mexicana, movimento que se opôs à ditadura de Porfírio Diaz.


Hoje seu centrinho é bem conservado com casarões,  Parroquia de San Servacio e uma aprazível praça central. Vale uma parada ou até mesmo servir de base para conhecer as atrações das proximidades em um raio de menos de 100 km (Tulum, Cobá, Chichen Itzá).




Mérida

Como Valladolid, Mérida também foi fundada por membros da família Montejo sobre ruínas de uma aldeia maia.  Importante durante o período colonial, passou por um período de grande explosão econômica no início do século 20, por conta da cultura do sisal, usado na fabricação de cordas. Foi um período muito próspero e o reflexo disso se pode ver nas ricas mansões e parques da cidade.

Pelo Centro Histórico da capital do estado de Yucatán:
Começando na Plaza Grande,  a praça principal em torno da qual está a Catedral de San Idelfonso, construída no século 16. À esquerda, Casa de Montejo, onde se instalou o palácio dos primeiros governadores espanhóis(1549) e no outro lado da praça, de frente para a Catedral está o Palácio do Governo, que abriga as autoridades estaduais de Yucatán.


Na praça há uma ponto dos ônibus turísticos - Turibus, estilo Hop on Hop off. Vale fazer um passeio pelas principais ruas da cidade.
Paseo Montejo, a avenida mais larga (pouco mais de 5 km) foi construída no século 19, onde se vê a influência arquitetônica e social européia nos casarios e mansões.  Um deles o Palácio Canton, que abriga o Museu Regional de Antropologia, dispõe de um acervo pré-colombiano, com destaque para o estilo Puuc. No dia estava havendo uma exposição temporária da cerâmica de Tonalá e Tlaquepeque.

Na extremidade  do Paseo Montejo está o Monumento de la Patria,  esculpido no século 20 evoca os diferentes momentos da história do México.
Mérida foi uma parada estratégica. Cidade que não me encantou, mas serviu como ponto de apoio para continuar a viagem pela Rota Maia. Depois de visitar Uxmal e Kabah, em um tour coletivo de um dia inteiro, segui de ônibus para Palenque.

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