Viagem à Patagônia


A Patagônia foi um dos lugares mais encantadores que conheci. Foi a primeira viagem internacional sozinha, totalmente programada e organizada por mim. Conheci muita gente, fiz trilha com amigos, sozinha, por paisagens deslumbrantes, montanhosas, trekking no gelo e passeios de barco. Viajei de ônibus horas a fio e de avião. Hospedei-me em hostel com banheiro compartilhado. Uma verdadeira e inesquecível aventura.








  • Planejamento

A viagem à Patagônia é parte de um projeto maior que tem como objetivo conhecer ou revisitar a América do Sul. Desta forma entrei de cabeça nas pesquisas para me aprofundar mais na história, geografia, costumes e hábitos dos nossos vizinhos, além de ir em busca de informações sobre os aspectos práticos para a realização de uma viagem pelos países desse imenso continente. Durante o processo, à medida que ampliava os meus conhecimentos, destinava um pouco da pesquisa a tudo que se referisse à logística necessária para aqueles que dispensam as benesses e o conforto das viagens de excursão.

Um passo fundamental para conseguir realizar esse projeto foi o uso da internet. Através dela entrei em contato com outras pessoas que fizeram o percurso, que se não foi o mesmo, pouca coisa o diferenciava do meu.  Obtive roteiros, dicas de hospedagem, de transporte, passeios e até planilha de custos. Aí, vi quão maravilhoso é a oportunidade de termos hoje a tecnologia da informática e a internet em nossas vidas. Se assim não fosse, dificilmente conseguiria elaborar toda essa pesquisa.

Depois de ler vários relatos na web sobre pessoas sozinhas ou acompanhadas, que estavam desbravando, por terra, por água ou por ar, os mais longínquos recantos do nosso planeta, comecei a adquirir alguns livros e guias relacionados com a América do Sul e me deparei com a pouca informação que habitualmente temos do povo e das terras vizinhas, muitas vezes nos levando a um pré-julgamento, consequência do desconhecimento da história, cultura e geografia da região. Portanto já estava mais do que na hora de corrigir essa falha da minha parte. Aos poucos fui organizando um pequeno acervo, embrião da minha biblioteca de livros sobre viagens.

Com todas essas informações obtive o suporte necessário para elaborar um roteiro. Em uma planilha, foram descriminados os trajetos, os meios de transporte, as distâncias a percorrer e uma média do tempo gasto entre as cidades a serem visitadas, como também as atrações, sugestões e dicas úteis que permitiriam a este projeto ampliar o meu conhecimento sobre esses países e adequá-lo a minha disponibilidade de tempo e financeira.




  • Documentos Necessários
Carteira de Identidade Nacional Civil em bom estado de conservação e com fotografia recente. Passaporte pode ser utilizado. Para isso é necessário que tenha pelo menos 6 meses de validade a contar desde o início da viagem, como também folhas suficientes para os carimbos de entrada e saída dos países. Resolvi que levaria o passaporte, já que ele estava novinho em folhas.

Não há a necessidade de visto para permanência de turista por menos de 90 dias. Informações detalhadas e atualizadas sobre a necessidade de vistos e documentos para todos os países do mundo podem ser obtidas no site do Ministério de Relações Exteriores http://www.mre.gov.br/

Cópias de Segurança dos Documentos
É importante levar cópias dos documentos, pois em caso de roubo ou extravio, junto com a ocorrência policial, poderão servir para comprovar a situação e regularizar sua condição no consulado ou embaixada mais próxima. É prudente levar em local diferente de onde os originais são levados. Geralmente digitalizo e arquivo em e-mail ou pendrive.

  • Vacinação
Diferente de outros países da América do Sul, para a Argentina e o Chile não é necessária a vacinação contra febre amarela. Na época em que fui pela primeira vez à Argentina, lembro-me que precisei fazer a vacinação. Mas, isso já faz muitos anos e um programa de vacinação varia no decorrer do tempo, dependendo do perfil epidemiológico de uma região.

  • Dinheiro
Na Argentina a moeda oficial é o peso argentino. Na época 1 Real= 1,80 pesos . No Chile é o peso Chileno, com a cotação na época de 1 Real= 200 pesos.

  • Seguro de Viagem
Ao contrário de outros continentes, os países da América do Sul não exigem seguro de saúde das pessoas que os visitam. Porém, nunca deixei de fazê-lo em todas as viagens que fiz e não seria nesta que procederia de outra forma. Mesmo porque, faria caminhadas por trilhas na Patagônia.
                 
Escolhi um seguro que tivesse uma cobertura ampla, inclusive para esportes radicais, apesar de não estar me propondo a estas modalidades de esporte.



  • O Idioma e o Guia
Um Curso de idioma da Fisk foi a forma de diminuir um pouco a barreira linguística. Assim, durante quatro meses tive as noções básicas do idioma espanhol. Como a frequência predominante em albergues é de europeus, o inglês é o que domina. Mas para quem não sabe nenhum dos dois, vale o "portunhol"

Além de um pequeno dicionário de Espanhol/Português, também fez parte da bagagem o Guia O Viajante Independente da América do Sul, que tinha sido reeditado recentemente. 

Um miniguia foi elaborado, após a leitura dos guias disponíveis, com dicas dos locais que entrariam no roteiro. Completando o material de apoio, um caderninho para as devidas anotações diárias. Viagem”.


  • O que levar na bagagem
Equipamento e Acessórios para trekking - Como um dos objetivos da viagem à Patagônia era fazer caminhadas pelas diversas trilhas, comecei a pesquisar e, aos poucos, comprar roupas adequadas ao clima local. Pois apesar de ser verão, o vento e o frio das terras austrais estariam por lá. Alguns equipamentos também entraram na lista. Afinal, "mochileiro" que se preze tem que ter uma mochila, um par de botas devidamente amaciadas e um orçamento que caiba no seu bolso. Enfim, todo um planejamento que se faz necessário para que minimizemos qualquer intercorrência que por ventura surja. E o primeiro equipamento foi comprado... As botas de trekking e as meias apropriadas(Curtlo). Salgadinho o preço, mas foi uma boa aquisição. Só faltava começar a usá-las para ir amaciando-as. E enquanto isso, fui traçando o roteiro, afinal é a parte do projeto que não custa nada, além do tempo para pesquisa, mas com certeza, um dos mais prazerosos momentos! 

Com relação às vestimentas, o material teria que ser escolhido com muito cuidado, pois dependeria do clima que iria encontrar e quais seriam as atividades que iria participar. Para isso, fazia-se necessário estar devidamente equipada. Com as pesquisas pela net, aprendi sobre o “Sistema de Camadas” de um vestuário e qual a importância de adotá-lo(veja aqui). Comecei a montar o guarda roupa mais adequado para a situação que poderia encontrar num clima frio e com ventos, em lugares onde a paisagem é propícia a longas e deslumbrantes caminhadas. Passaram a compor a mala, além de calças (jeans e de trekking), blusas de mangas compridas de malha, leves, segunda pele(underwear), um Anorak, luvas, gorros,  cachecol, óculos de sol com proteção contra U.V. entre as demais peças que são necessárias em qualquer bagagem enxuta e leve.

À medida que se aproximava o dia da partida, outros componentes do vestuário e acessórios necessários foram acrescentados à bagagem da mochileira de primeira viagem. Comprei um cantil de alumínio de 900 ml,(Nautika) na loja Caça e Pesca, na Rua da Praia. Nessa oportunidade conheci a dona da loja que é praticante de esportes de aventura e me deu algumas dicas. No entanto, a maioria dos equipamentos e acessórios, precisei comprar através da internet, em sites de lojas especializadas, já que há pouca disponibilidade nas lojas da cidade. E desta forma adquiri uma mochila de ataque de 15 litros da Curtlo, uma mochila média de 35 litros da Trilhas e Rumos, um saco de dormir, uma papete da Timberland, uma lanterna pequena, um bastão para caminhada, que acabei não levando na viagem. Uma bolsa específica para remédios da curtlo, um canivete suíço, um conjunto de talheres de viagem. Um conjunto impermeável para guardar documentos, mapas e afins; cadeados pequenos, uma pochete da Trilha e Rumos, money belt da doite e um travesseiro insuflável. Ainda fizeram parte da lista de equipamentos a máquina fotográfica, o MP3 e seus respectivos acessórios.   
                                                                                                         
Uma farmacinha básica é fundamental! Equipá-la com alguns remédios de uso comum, como antiemético,analgésico, antitérmico, antidiarreico, antiespasmódico, anti-inflamatório, relaxante muscular, band-aid, antisséptico, protetor solar, protetor labial, repelente de insetos, “gelol”, etc.



  • Deslocamentos 
Como meio de transporte procuraria utilizar ônibus de linha em todos os deslocamentos. Portanto, avião só seria utilizado para chegar a Ushuaia e de São Paulo até Recife, cujas passagens foram compradas com antecedência. Não descartando a possibilidade, dependendo da necessidade, de retornar ao Brasil de avião.

De Ushuaia seguiria para o Chile de ônibus. Cruzando o estreito de Magalhães em um ferry boat, chegaria à Punta Arenas, daí para Puerto Natales, que seria a base para se chegar a Torres del Paine. De volta a Puerto Natales, retornaria à Argentina, chegando a El Calafate e depois El Chaltén. Daí em diante, ficaria em aberto, dando margem às inúmeras possibilidades que poderiam surgir. Portanto todas essas passagens foram compradas in loco.



A viagem, como foi(2009):
Utilizei vários meios de transporte como ônibus, trem, lancha e avião.
Avião: 
  1. Do Recife a São Paulo(voo da TAM),  de São Paulo a Buenos Aires(voo Aerolineas Argentinas) e de Buenos Aires para Ushuaia(voo da Austral). 
  2. O retorno de avião foi a partir de Mendonza para Buenos Aires e de Buenos Aires para São Paulo(voo da Aerolineas Argentinas). dali até o Recife (pela TAM).
ônibus:
  1. De Ushuaia até Rio Grande e de Rio Grande até Punta Arenas(Tecni-Austral ). De Punta Arenas a Puerto Natales(Buses Fernandes), no Chile.
  2. De Puerto Natales a Torres del Paine, na portaria da Laguna Amarga(ônibus da J.B.A). De lá por ônibus local até Pudeto, onde aguardamos o catamarã. A volta para Puerto Natales se deu de forma semelhante.
  3. Retorno à Argentina. De Puerto Natales a El Calafate(Turismo Zaahj)  e de El Calafate para El Chaltén(Chaltén Travel).
  4. Foi utilizada a empresa Chaltén Travel para percorrer a Rota 40, entre El Chaltén e Perito Moreno e de lá até Bariloche
  5. De Bariloche até Mendonza(Andes Mar)
Barco/Ferry:
  1. A travessia do Estreito de Magalhães foi feita por Primeira Angustura no Ferry da empresa Transbordadora Austral Broom.
  2. O passeio pelo canal de Beagle foi à bordo de um confortável barco a motor.
  3. Para chegar em Pehoe, a partir de Pudeto e retornar, dentro do Parque Nacional Torres del Paine, utilizei uma lancha da Hielos Patagonicos.


  •  Passeios  & Transporte nos locais 
Cidades pequenas  e charmosas pedem passeios a pé. Para fazer deslocamentos específicos e impossíveis de serem feitos por conta própria(tours), utilizei os serviços de agências de turismo locais. No caso de uma distância maior, utilizei taxi ou vans(coletivos). Com relação a museus, só fui em Ushuaia(Museu do Presídio e Museu Yámana). 

Ushuaia: All Patagônia, Tolkeyen
El Calafate: Hielo y Aventura



  • Hospedagem
Como um dos princípios dessa viagem era a hospedagem em lugares econômicos, após definir o roteiro, optei por hospedagem em hostels (albergues) e refúgios.


Por ser um período de alta temporada e para não correr o risco de ficar sem hospedagem, fiz as reservas em todos os hostels e refúgios dos locais programados no roteiro. Os preços praticados estavam bem maiores do que em outros períodos. Mesmo assim, valeu o custo-benefício. Afinal não estaria viajando para ficar trancada em um hotel usufruindo dos seus serviços. No entanto, apesar da simplicidade das acomodações e da falta de privacidade nesse tipo de hospedagem (dormitórios e/ou banheiros coletivos), não abriria mão da higiene e segurança nos locais em que ficaria.

A escolha se deu após verificar as opniões de outros viajantes (“mochileiros de carteirinha”) deixadas, principalmente, em comunidades do orkut. Mas também, foi influenciada pelas informações que se tinha no próprio site do Hostel(obtidas do site do HI) que posso afirmar agora, nem sempre corresponderam ao que se propuseram a oferecer. Com foi o caso do Los Cormoranes, que troquei na mesma noite pelo Los Lupinos.

Ushuaia: Los Lupinos
El Calafate: America del Sur
El Chaltén: Condor de los Andes
Puerto Natales: Lili Patagonicos e  Milfor


O Hostelling International é a federação internacional de albergues da Juventude. Ela fornece uma carteira para os seus associados, que terão descontos nas diárias dos hostels, faz reservas e informa tudo com relação à localização, preço, disponibilidade nas datas que se precisa e vários outros itens. No entanto, nem todos os albergues estão filiados à HI e mesmo assim são de muito boa qualidade ou até melhores.


Em Torres del Paine (Chile) se tem basicamente três opções de hospedagem: acampamentos, refúgios e hoteis, estes, geralmente, muito caros. Como não iria acampar, fiz a reserva em refúgios, que foi paga previamente e nesse caso não foi barato.  
Fantástico Sur


Em virtude de não ter definido qual seria o roteiro a partir de El Chaltén, a reserva para os lugares que se seguiram foram feitas à medida que sme decidia por onde iria passar.

O Roteiro(aqui)
Por onde andei



Impressões


  • Segurança
Não passei qualquer situação que me fizesse sentir insegura ou ameaçada durante todo o período em que estive viajando pela Patagônia. Apesar de estranhar inicialmente a rotina nos albergues, onde a grande maioria dos hóspedes não tinha muito cuidado com os seus pertences, deixando abertas as mochilas e armários, aos poucos fui me acostumando com a peculiar atitude do verdadeiro mochileiro que estava ali em busca de conhecimento e valorização das verdadeiras relações humanas.

Infelizmente sempre me reportava ao Brasil e me entristecia ao lembrar que hoje somos obrigados a viver “por trás de grades e a sete chaves”, para termos a falsa impressão de estarmos seguros. Situação muito distante da que passei em Puerto Natales, onde dormi numa casa que não possuía chaves nas portas, com todos respeitando o direito do próximo.
  • Bagagem
Apesar de todo o cuidado que tive durante o período de planejamento da viagem, levei mais do que precisei. O que acarretou um peso desnecessário desde o início e que só fez aumentar, à medida que ia amealhando “recuerdos” durante o trajeto.

Com exceção do cantil que esqueci no primeiro albergue em Ushuaia, nada mais perdi. Apesar de se ter sempre essa sensação quando se anda de mochila, pois tudo acaba ficando misturado lá dentro.

A lição que fica é: se achar que tem tudo que é necessário para a viagem, pode ficar certa(o) que pode reduzir um pouco mais a quantidade do que se leva.
  • Estradas & Roteiros
Em relação aos destinos previamente traçados, quase todos foram cumpridos integralmente. Exceção ficou para Punta Arenas e o trekking em Torres del Paine. Por conta dos dias a mais que foram necessários em Ushuaia, até que existissem vagas para prosseguir até Punta Arenas, fui impedida de ficar um tempo a mais para conhecer esta cidade como estava programado. Atraso este que, junto a minha limitação física, também me impossibilitou de chegar a uma parte do Circuito W.

Como embarquei sem finalizar o roteiro, alguns destinos foram acrescentados durante a viagem: a realização da Rota 40; de El Chaltén até Bariloche e desta até Mendonza, de onde regressei para o Brasil.

As estradas percorridas foram um cenário à parte. Alguns trechos da Terra do Fogo em território chileno eram de cascalho (rípio), como também em boa parte da Rota 40 na Argentina. Mantendo seu aspecto desértico, com vegetação escassa em torno, raramente cruzávamos com outros carros. A impressão que se tem ao viajar pelas estradas da Patagônia é que são retas intermináveis. Apesar da beleza do trajeto entre El calafate e El Chaltén, quando se avista por um longo tempo o Fitz Roy e os Cerros vizinhos, com a estrada margeando o Lago Viedma, o trecho mais impactante foi entre Puerto Natales e Torres del Paine
  • Gastronomia
Parrilla (churrasco) e o "cordeiro patagônico" (assado na brasa), experimentei, mas não achei nada de excepcional. Faz parte também da gastronomia local as trutas e a centolla, uma espécie de caranguejo gigante, de sabor sofisticado e preço idem.
  • Fauna & Flora
Em todo o território há grande variedade de espécies de aves. As mais representativas são os pinguins, gaivotas, albatroz, cormoranes, patos, condor e águias, mas só vi os pinguins de Magalhães, os patos e os cormoranesDos animais terrestres se destacam o guanaco, lhamas, coelho, a raposa cinza, castor e pequenos roedores. Em relação aos marinhos, são avistados lobos marinhos, golfinhos, baleias e focas. No entanto apenas os guanacos, aliás, muitos deles, as lhamas, os coelhos, os lobos marinhos e dois castores foi o que eu vi.
  • Recursos Financeiros
O segundo semestre de 2008 e o início de 2009 foram marcados pela crise financeira internacional. Havia uma instabilidade econômica mundial que no Brasil se refletia em uma alta expressiva na cotação do dólar. E apesar de ser a melhor moeda para viagens internacionais, o momento não era propício para a sua compra. Quem já o possuía em mãos, ótimo. O que não era o meu caso.

Optei por não comprar dólar, pois além do seu valor elevado naquele momento, teria que fazer câmbio duas vezes até obter pesos argentinos e chilenos, isto é, trocar Real por dólar e depois dólar pela respectiva moeda da Argentina e do Chile o que levaria a um câmbio desfavorável.
Para pagamentos das minhas despesas utilizaria três alternativas:

1. Adquirir moeda local em câmbio direto com o Real
Fiz a primeira troca no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Além da taxa paga ao banco Safra, o câmbio não era favorável. A quantia foi pequena apenas por prevenção para os primeiros momentos na Argentina.

Com o conhecimento de haver um banco argentino oficial no aeroporto Ezeiza, deixei para fazer troca de maior quantia assim que lá chegasse e foi uma opção acertada.

Necessitei de câmbio em mais dois momentos: Ushuaia e El calafate. E por serem locais turísticos e alta temporada, não foi favorável, especialmente nesta última cidade. Foi feito em casas de câmbio, que apesar de serem da mesma rede teve um câmbio diferente

2. Saques em moeda local nos caixas automáticos de bandeira internacional.
Antes de sair do Brasil habilitei meu cartão de crédito/débito do Banco do Brasil para uso no exterior. Aqui se paga uma taxa que varia de banco para banco. Na ocasião o valor da taxa foi inferior às casas de câmbio.

Os saques em moeda local foram feitos em Puerto Natales, no Chile. Em El Calafate (duas vezes), Bariloche e Mendonza, na Argentina. Fazia uma estimativa da quantia necessária para o pagamento de despesas, principalmente das hospedagens e alimentação. Porém, em alguns momentos essa quantia foi superestimada.

3. Uso do Cartão de Crédito
Alternativa mais desfavorável, especialmente por só termos a certeza do valor a pagar quando a fatura chega, pois vem convertido para dólar! Mesmo assim fiz uso várias vezes:
- Compra dos passeios em Ushuaia e da passagem de ônibus de lá para Puerto Natales.
- Compra da passagem de El Calafate para Bariloche pela Rota 40.
- Em Bariloche, compra da passagem, pela Aerolineas Argentinas, de Mendonza para Buenos Aires e de lá para São Paulo. Como também, pelo site da Andesmar, adquiri a passagem de ônibus de Bariloche para Mendonza

Não é fácil saber antecipadamente a quantia que se deve levar para se manter em uma viagem. Mas é perfeitamente possível se fazer uma estimativa do que se pode vir a gastar. Lógico que isso dependerá do tipo de viagem, do estilo e da possibilidade de cada um. Além do destino para onde se vai.

Para um cálculo prévio é bom utilizar como referência os gastos de outras pessoas que realizaram viagens semelhantes. Mas, sempre ter em mente que orçamento é muito pessoal.

Nesta viagem, apesar de ter plena consciência de todos esses fatos, não fui muito previdente neste aspecto e poderia ter sido um orçamento bem mais enxuto, principalmente no quesito alimentação. Raramente fui a supermercados ou utilizei as cozinhas disponíveis nos Hostels, dando preferência a fazer as refeições em lanchonetes ou restaurantes.

Outro motivo é o fato de que quem viaja só, gasta mais. Não há com quem dividir as despesas! Se não dispuser de tempo suficiente e precisar se deslocar em taxi, se for a atrações de acesso difícil e sem transporte regular, onde há a necessidade de se contratar empresas ou guias, terá que arcar com a conta sozinha. Além do fato de que se for ficar em hotel, o valor é duplicado. E em algumas vezes foi o que aconteceu.

Por último, a falta de previsão da data e do local de retorno, o que considero um equívoco em um planejamento de viagem, obrigou-me a comprar uma passagem bem mais cara do que se tivesse feito com mais antecedência. Aqui cabendo a máxima: “Quanto antes, melhor” e quem reserva antes sempre sairá ganhando nos preços. Portanto comprar passagens sem finalizar o roteiro, perde-se, provavelmente, a oportunidade de obter melhores preços quando se compra todo o trajeto a ser percorrido (ida e volta) de uma só vez e muitas vezes os trechos internos, quando realizados por uma mesma companhia, podem sair mais baratos.


Após seis meses do início do planejamento, finalizava a primeira parte do Projeto que tem como objetivo conhecer a terra e a gente da América do Sul. Do dia 01 a 23/01/2009, percorri a Patagônia Argentina e Chilena, a ROTA 1 foi concluída.




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