Transportes pelos Caminhos Andinos

Usei diversos meios de transporte. No entanto os mais frequentes foram ônibus da categoria turística. Não queria perder a oportunidade  de ter as paisagens espetaculares da região andina bem próximas aos meus olhos, porém sem abrir mão de alguma comodidade, já que os ônibus comuns que servem àquela região não prezam pelo mínimo de conforto, higiene e pontualidade. Além do que muitas empresas te vendem "gato por lebre", cobrando caro por uma viagem longa, muitas vezes em temperaturas congelantes, onde o veículo não dispõe de calefação, poltronas reclináveis e até banheiro, apesar de te terem prometido o contrário.






O primeiro ônibus foi da empresa Moviltour. A viagem se deu entre Puerto Maldonado e Cusco. O veículo dispunha de 2 pisos (1º Piso: Cama e 2ºPiso: Semi-Cama). Banheiro químico, calefação/ar condicionado, video e serviço de bordo, constituído por um pequeno lanche.
Paguei S/80 pela passagem e viajei numa confortável poltrona no 1º Piso.


O segundo ônibus  foi utilizado no passeio pelo Vale Sagrado, de Cusco a Olantaytambo, onde fiquei para aguardar o trem que me levaria até Águas Calientes. O veículo, a serviço da agência de turismo contratada par o tour, era razoavelmente confortável. O passeio durou cerca de oito horas e o almoço estava incluído.  À noite embarquei no trem Expedition.
Preço: Incluído no pacote montado com a Interhabit.



Fiz o trajeto da pequenina Águas Calientes (Machu Picchu Pueblo) até as ruínas de Machu Picchu em um dos pequenos ônibus que leva cerca de 30 minutos subindo  (700 metros de altitude) uma sinuosa e estreita estrada em meio a montanhas cobertas por uma mata fechada. Saem a cada 15 minutos, a partir das 5h30 da manhã.
Preço: U$ 15,00 (ida e volta). Estava incluso no pacote da Interhabit.



Para retornar à Cusco, embarquei no confortável trem VistaDome, da Peru Rail. Foram 4 horas de uma agradável viagem ao som de músicas andinas, à medida que deslizávamos na lenta cadência do comboio pelas exuberantes paisagens peruanas e com direito a um saboroso jantar.
Preço: U$ 100,00 (incluso no pacote da Interhabit).



Foi no ônibus turístico da Inka Express que viajei de Cusco para Puno. É uma rota turística que durante 10 horas faz visita guiada a alguns lugares históricos. A bordo é servido refrigerante, água e chá de coca. Há uma parada para almoço, que está incluído. Eu fiz a reserva, ainda no Brasil, através de e-mail (rapidamente atendida), onde foi combinado o dia, local (hotel onde fiquei hospedada) e horário do pagamento. Pontualmente, o agente da empresa com quem eu havia me comunicado estava lá para finalizar a compra da passagem, entregando-me o voucher e me fornecendo as instruções necessárias.
Preço: U$ 50,00.

O passeio às Ilhas dos Uros e à Ilha Taquile foi a bordo de uma lancha razoavelmente confortável. Na Ilha dos Uros, quem quisesse poderia pagar uma pequena taxa para experimentar um curto passeio a bordo de uma canoa feita com totora.

De Puno, no Peru, para Copacabana, na Bolívia, viajei no ônibus da Tour Peru. A passagem foi comprada pela agência de turismo boliviana Turisbus e estava incluída no pacote que montamos.








Em Copacabana, em uma pequena lancha, visitamos a Ilha do Sol.



Como estava programado no pacote montado com a agência boliviana, o transporte  de Copacabana a La Paz foi feito em uma van junto com outros hóspedes do Hotel Rosário del Lago. No Estreito de Tiquina utilizamos uma pequena e precária lancha para a travessia. A van foi colocada em uma balsa.


Para Tiwanaku, outro tour privativo (parte do pacote) em uma van nos levou e trouxe de volta  a La Paz em cerca de oito horas de passeio.

Rodoviária de La Paz

Parti de La Paz em direção a Oruro em um ônibus de linha e como era de se esperar a "bagunça" imperou. Na rodoviária, a agente da empresa me vendeu uma passagem cuja poltrona já tinha sido vendida a outro passageiro que subiu no ônibus  em uma das três paradas antes de deixarmos a região metropolitana. Tive que reivindicar um lugar junto ao motorista, que continuava vendendo passagens em todas as paradas,  depois de mudar de assento duas vezes. Apesar da muvuca, chegamos sãs e salvos três horas e meia depois, na rodoviária de Oruro.

De Oruro a Uyuni foi a vez de viajar de trem. Por cerca de 7 horas atravessamos as belas paisagens do Altiplano a bordo do comboio boliviano na "classe executiva" em companhia de diversos turistas europeus.
Preço:

Os últimos três dias no território boliviano foram a bordo de um 4X4 da empresa Colque Tours percorrendo as belas paisagens da região do Salar de Uyuni e das lagoas da Reserva Eduardo Alvaroa. 


Em um pequeno ônibus atravessamos a fronteira Bolívia - Chile e chegamos em San Pedro de Atacama. Ali, uma parte dos passeios foram realizados com a empresa Desert Adventure.



De San Pedro de Atacama parti no ônibus da empresa chilena Tur-Bus até Arica. Foram quase 10 horas de viagem no confortável ônibus, onde foi servido um pequeno lanche pouco antes de chegar ao destino. O local de embarque é que poderia ser melhorado. Em 2011 acontecia no pátio empoeirado da garagem da empresa.






Ao lado da rodoviária de Arica(onde desembarquei), está o pequeno terminal de "coletivo"(espécie de taxi que fica aguardando completar o número de passageiros para partir), de onde segui em direção à Tacna, primeira cidade peruana. Dalí para chegar em Arequipa, utilizei os serviços da empresa Flores e no panorâmico e climatizado ônibus, mais uma vez percorri outra bela e sinuosa estrada.


     Ônibus da empresa Flores


O passeio para o Cãnion  del Colca foi feito em uma van (serviço privativo). Continuando a viagem, de Arequipa segui para Nazca no confortável ônibus da Cruz del Sur, de lá para Paracas e em seguida para Lima, utilizando os serviços empresa Oltursa.  

Em Paracas a ida a Isla Ballestas foi feito em uma lancha, com todos a bordo devidamente equipados com coletes salva-vidas. O dia não estava bonito, mas o passeio foi maravilhoso.

O retorno ao Brasil após 30 dias de viagem foi na confortável classe executiva da Tam, a partir da capital peruana.


Curiosidade
No Peru, apesar de ter utilizado empresas de ônibus turísticos, com tipos de ônibus semelhantes ao que existe no Brasil, a maioria sai de sua sede própria e tem um procedimento de embarque parecido com um check in de aeroporto e no final somos todos filmados um a um. Haja seguridad!

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