Puerto Maldonado


Teria sido fundada por Fitzcarrald, legendário rei da borracha. Filho de irlandês teve vida de aventuras, marcada pelos dez anos entre os índios, após escapar da pena de morte a que fora condenado como espião chileno durante a Guerra do Pacífico.Explorando o território, aprende a confeccionar o látex, ganha a confiança de índios, a quem prega os evangelhos cristãos e aos poucos, vai adquirindo extensos seringais. No entanto esse seringalista tinha uma grande ambição, chegar até Manaus por via fluvial. 





Acreditando em boatos, partiu com um barco a vapor e encontrou o Rio Madre de Dios, onde, em suas margens, estabeleceu uma base comercial. Seria o início da cidade de Puerto Maldonado.

Duas horas e meia e 230 km após termos deixado Iñapari, na fronteira do Peru com o Brasil, chegamos a Puerto Maldonado, em plena selva amazônica peruana. O motorista da van chamou um curioso taxi, mistura de moto e charrete, o "motocar",  e pediu ao condutor que me levasse até a empresa de ônibus Movil Tours, onde compraria a passagem para Cusco.
Escolhi o "bus cama", um pouco mais caro, mas o conforto era prioridade já que sairia às 20:30 horas e passaria a noite toda viajando. A bagagem ficou na agência, pois ela já seguiria no ônibus direto para o terminal rodoviário, no horário do embarque. De lá, novamente num motocar, segui para a Praça de Armas em busca de um local para almoçar. Não fui feliz na escolha e foi num "chifas"(restaurante chinês) onde comi minha primeira e pior refeição no Peru.



Dei umas voltas pelo centro da cidade até a bela ponte vermelha da entrada. O calor era inclemente e resolvi passar o resto da tarde numa pousada ali próximo. Assim, tive um merecido relax após um longo banho, antes de seguir para a rodoviária e embarcar para Cusco. E mais uma vez num motocar, segui para o terminal rodoviário e no horário previsto, deixávamos Puerto Maldonado em direção a Cusco, pela Rodovia do Pacífico.

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