Patagônia - O Fim do Mundo?



A Patagônia para mim sempre teve um significado de terra distante. E não é para menos, parte dela está no "Fim do Mundo". 
Sim, isso mesmo, naquela ponta do continente americano, quase tocando a Antártida. Mas só uma parte, porque ela é imensa e dividida entre dois países: Chile e Argentina.  Além do mais, várias cidades   estão distribuídas nesse espaço, cada uma com sua peculiaridade, que por si só já se torna um destino interessante.




São quase 800.000 km² ocupando um terço dos territórios da Argentina e do Chile. Rica em recursos naturais, possui uma extensa faixa de áreas virgens e de incomparável beleza, tornando-a um dos mais belos lugares do planeta. Cortada por ventos constantes, seus invernos são frios e os verões, curtos.

Credita-se a autoria do nome ao navegador Fernão de Magalhães, que na sua memorável viagem de circunavegação em 1520, teria encontrado naquelas terras gélidas, índios de pés grandes (espécie de botas de couro para proteção contra o frio), os "patagones".


Patagônia Argentina se estende do paralelo 37 até a Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul, onde se encontra um conjunto de ilhas separado do continente pelo Estreito de Magalhães e cercado pelos Oceanos Pacífico e Atlântico. Essa área é ocupada pelas províncias de Neuquén, Rio Negro, Chubut, Santa Cruz e Terra do Fogo.

Do ponto de vista geográfico possui duas regiões distintas: A Patagônia Andina, dominada pela Cordilheira dos Andes com seus picos  nevados, geleiras, florestas e lagos. A outra parte é conhecida como Patagônia Atlântica, ocupa uma porção do continente com uma área desértica e desolada e outra porção, na costa, bastante rica e conhecida como a região com maior concentração de animais marinhos do mundo, um verdadeiro santuário ecológico. 


Patagônia Andina


Província de Rio Negro

Créditos: Ministerio do Turismo da Argentina





















O que visitar?
  • São Carlos de Bariloche
  • San Martin de los Andes
  • Villa la Angostura


     Parque Nacional Nahuel Huapi


O lago Nahuel Huapi de origem glacial, tem 560 Km² de superfície e seus braços penetram nos bosques do Parque Nacional homônimo. San Carlos de Bariloche e Villa la Angosustura estão à beira do lago, que tem várias ilhas, sendo a mais famosa a Isla Victoria. Criado em 1934, foi o primeiro Parque Nacional Argentino.












Província de Chubut

Créditos: Ministerio do Turismo da Argentina




















O que visitar?
  • Esquel
  • Península Valdez







    Província de Santa Cruz
Créditos: Ministerio do Turismo da Argentina



















O que visitar?
  • El Calafate
  • El Chaltén





Terra do Fogo
Créditos: Ministerio do Turismo da Argentina



















O que visitar?
  • Ushuaia


Patagônia Atlântica

O que visitar?
  • Puerto Madryn
  • Península Valdés
  • Trelew
  • Comodoro Rivadalvia
  • Rio Gallegos
Créditos da imagem: Viagens Uol

A Patagônia Chilena compreende a província de Magalhães, onde se localizam as únicas duas cidades: Punta Arenas e Puerto Natales, e o Parque Nacional Torres del Paine. E mais ao sul, separada pelo Estreito de Magalhães se encontra a parte chilena da terra do Fogo, com a Isla Navarino e a base naval de Puerto Williams.

Toda essa região está separada geograficamente do resto do Chile por duas calotas glaciais. A única ligação por terra só pode ser feita entrando em território argentino.




  • Por que conhecer a Patagônia?
Porque lá você encontra belíssimas paisagens, lagos fabulosos, glaciares (outros só nos polos e em Nova Zelândia), numerosas pistas para trekking (Torres del Paine e El Chaltén), pista para esportes de inverno, pinguins e animais marinhos diversos, a centolla, o cordeiro patagônico, etc, etc...Ou simplesmente porque é lá, o Fim do Mundo!


  • Quando ir?
Escolha o período do inverno (de junho à agosto) se a opção é curtir o frio e praticar esportes de inverno (Ushuaia, Bariloche). Mas se sua opção for fazer trekking ou escaladas, o período ideal é o verão (de novembro à março) para visitar El Chaltén,El Calafate e Torres del Paine, já que no inverno muitas trilhas ficam fechadas, por conta das nevascas e tempestades. Mas, não se iluda, lá nunca faz calor e por conta do tempo ser instável, pode nevar em pleno verão, principalmente em Ushuaia.


  • Quanto tempo?
Bom, isso dependerá do seu roteiro. Se for para fazer trekking (Torre del Paine e El Chaltén), pelo menos uns 15 dias. Principalmente se for fazer os circuitos completos. Caso o seu objetivo não seja esse, sugiro: Ushuaia (4 a 5 dias), El calafate (2 a 3 dias), Bariloche (4 a 5 dias).

Levar em conta o período em que estiver indo. O clima na Patagônia é muito instável e se você estiver se deslocando por terra, podem surgir atrasos, principalmente se for atravessar o Estreito de Magalhães (ventos fortes e maré muito alta) ou trafegar por estradas de rípio (se nevar, pode virar lama). Por via aérea, as condições meteorológicas desfavoráveis podem impedir aterrissagens.

Portanto, viajar para a Patagônia requer bom humor e uma ótima dose de paciência. Viajei no mês de janeiro, alta temporada, o que deixava tudo mais caro. Porém, não tive problema com o clima em todo o trajeto.

Outro ponto importante a levar em consideração é saber que em período de alta temporada os ônibus lotam rapidamente e não há uma grande oferta. Eu precisei ficar 2 dias a mais do que eu previa em Ushuaia, por conta dos ônibus lotados para Punta Arenas. Então fique atento, assim que chegar em um destino, providencie logo a passagem para o próximo.


  • Como chegar?
Pode fazer os trajetos de avião ou por terra(ônibus, carro, moto e até bike). Porém as distâncias são muito longas. Existem cruzeiros que fazem roteiros pela Patagônia.


  • Como fui
Eu fiz uma parte de avião (do Brasil até Ushuaia) e dali, segui conhecendo as cidades de ônibus(Puerto Natales, Torres del PaineEl Calafate e El Chaltén). De El Chalten, pela Rota 40 cheguei em Bariloche, de onde fui para Mendonza(veja aqui) e dali retornei de avião ao Brasil. 
Quer saber mais sobre essa aventura veja aqui.



Comentários