Parque Provincial Aconcágua

Estava em Mendonza e dispondo de apenas um dia livre, resolvemos alugar um carro par ir conhecer o Parque Provincial Aconcágua. À saída da cidade, vastas plantações de uvas. A região é a mais importante produtora de vinho da América do Sul. A cidade possui diversas vinícolas. Respira-se vinho em toda a parte. Mendonza reúne características geográficas que permite as condições ideais para a fabricação de vinhos de qualidade. No deserto e no sopé dos Andes, apresenta uma variação de temperatura entre o dia e a noite de 20º C.




Apesar da localização desértica, há extensas áreas verdes. A razão para tal fato se deve ao sistema de irrigação que leva as águas do degelo da cordilheira para toda a cidade através de canaletas ao lado das calçadas.


Já na Rota 7, vislumbramos a beleza das grandes montanhas que serviram de cenário para as paisagens “tibetanas” do filme 7 Anos no Tibet. Por aí fica Uspallata passagem obrigatória para quem percorre essa região em direção ao Aconcágua. Pequena cidade de ruas empoeiradas, mas como em outras cidades argentinas, não pode deixar de ter o seu cassino. E foi nela que fizemos uma rápida parada em um restaurante da estrada, tempo suficiente para um café, ida ao banheiro e compra de postais.
Como essa rota segue para o Chile e já estávamos próximos da fronteira, passamos pela fiscalização argentina, antes de avistarmos o Cementerio del Andinista, onde foram sepultados os corpos de alguns dos alpinistas que morreram na tentativa de subir o Aconcágua.

A 2.720m do nível do mar e a 175 km de Mendonza, chegamos a Puente del Inca, ponte natural sobre o rio Mendonza, com rochas coloridas por minerais e algas, que dão um tom amarelado e abriga as ruínas de um hotel termal de luxo, fechado após uma avalanche na década de 60. Dali, subimos mais três quilômetros até a portaria do Parque Provincial Aconcágua, onde deixamos o carro e compramos nossos ingressos. 
O tempo começou a mudar, mesmo assim caminhamos até o mirador da laguna Horcones, a um quilômetro da entrada. Nuvens pesadas encobriam aquele que é ao mesmo tempo o ponto mais alto das Américas, de todo o Hemisfério Sul e o mais alto fora da Ásia. E mesmo encoberta a Sentinela de Pedra (tradução do nome do pico na língua dos quíchuas que habitavam a região) foi admirada.
De volta ao estacionamento, aproveitamos a mesa da área externa da portaria e fizemos nosso saboroso lanche.

A volta foi feita pelas Curvas de Villavicencio, uma antiga estrada que liga o Chile a Mendonza e passa por belas paisagens pré-cordilheira. Foi uma verdadeira aventura, a estrada em terra, estreita (alguns pontos dava impressão de ter a largura para passar um só carro! Aí de nós se viesse outro em sentido contrário) e íngreme, onde atingimos 3 mil metros acima do nível do mar e tivemos uma vista panorâmica imponente da estrada serpenteando vale abaixo.


Final de dia em Mendonza e final de aventura! No dia seguinte estaria embarcando para Buenos Aires e de lá para São Paulo, de onde pegaria o avião para casa.

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