O Glaciar Martial


A alta montanha em Ushuaia está ao alcance dos pés. É possível conhecer regiões que em outros lugares está reservada quase exclusivamente a esportistas que desafiam grandes alturas. O território sofreu o fenômeno denominado glaciação. Este processo que compreende a origem, o deslocamento e ocupação de uma superfície por uma enorme massa de gelo (glaciar) aconteceu várias vezes ao longo da história da Terra. 






Em Ushuaia o resultado desse processo teve lugar por última vez entre 125.00 e 18.000 anos atrás e deixou como sobrevivente pequenos glaciares, como o Martial.




No Centro de Informações turísticas, no centro de Ushuaia, tenho o passaporte carimbado com o visto do “Fim do Mundo” e sou informada de que ainda é possível àquela hora ir ao Glaciar Martial, bastaria pegar um ônibus ou taxi. Faço opção por esse último, afinal o acesso só seria permitido até as 18 horas. 


Após uma subida de 385 metros e a 7 km do centro, chego à plataforma inferior onde compro o ingresso para o “Aerosilla” (teleférico). Avisada de que disponho de apenas 1 hora e 30 minutos para regressar, fui rapidamente para o “embarque”. A temperatura caia na proporção que ganhava altura. O frio era extremo, naquele teleférico aberto. Depois de 15 minutos, chego à plataforma final. Dali em diante o caminho teria que ser feito a pé.


Como tinha pouco tempo, caminhei cerca de uma hora, o que foi suficiente para desfrutar de uma deslumbrante panorâmica do Canal de Beagle e da Cidade de Ushuaia, sentindo a deliciosa sensação de pequenos flocos de neve batendo em minha face.


A subida até o glaciar é íngreme, geralmente sob a neve, por cerca de 2 horas até atingir 800 a 1000 metros acima do nível do mar.




Para retornar, também peguei o teleférico. Mas é possível descer a pé. Na base encontrei uma van que estava transportando um grupo para o centro. Ocupei a última vaga.




...Último dia em Ushuaia e a imagem do anoitecer às 22 horas mais uma vez fica registrada em meus olhos ao retornar àquela lanchonete do primeiro dia. Vejo o e-mail, faço um lanche e retorno ao hostel, onde começo a escrever sobre os últimos seis dias.  No dia seguinte partiria rumo à Patagônia Chilena


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