Milão


Capital da Lombardia, região mais próspera da Itália, onde um grande complexo industrial é responsável por abastecer a economia do país. Apesar de ser famosa pela alta costura, centro financeiro, da boa gastronomia e do design, Milão não chega a ser uma das primeiras cidades na lista de quem viaja para a Itália. Mas se vamos para lá, com certeza encontraremos algo que nos interesse. E há sim, muito mais do que uma cidade cara, movimentada e sofisticada.





Ao pensar em Milão... e eu me lembro do Teatro alla ScalaConstruída no final do século 18, é a casa de ópera mais famosa do mundo. Por lá passaram os compositores Giuseppe Verdi, Puccini e Toscanini , cantores como Maria Callas, Pavarotti e Plácido Domingos, entre tantos outros cantores e compositores que se tornaram famosos na ópera house. A construção de estilo neoclássico não atrai por sua arquitetura e elegância como a Ópera de Paris, mas por sua importância histórica e por ser palco de grandiosos espetáculos. Por isso não é fácil conseguir ingressos, necessitando até meses de antecedência para a reserva.
Ao lado  está o Museo Teatrale alla Scala. À sua frente a Piazza de la Scala,  onde se encontra um monumento em homenagem a Leonardo da Vinci, que viveu uma parte da sua vida(de 1482 a 1499) nessa cidade, onde trabalhou. Foi nessa época que pintou a “Última Ceia”.  Por ali se pode chegar a outro ícone de Milão...
...A Galleria Vittorio Emanuele II,  versão antiga de um shopping foi construída no século 19. Essa maravilhosa construção com telhado em vidro e ferro, com sua arcada em forma de cruz, abriga um interior luxuoso e dourado, onde estão  instaladas as mais famosas grifes da atualidade. A "Sala de Visita de Milão", como é conhecida, tem um centro octogonal com  lindos mosaicos.
É bonita, luxuosa e tem preços proibitivos para simples mortais, mas a visitação não custa nada. Cafés e sorveterias são um atrativo e um bom gelato não tira tantos euros assim do seu bolso. Além do que, a galeria serve de uma agradável passagem entre a Piazza de la Scala e a Piazza del Duomo, nossa próxima parada.
A principal praça de Milão, um dos pontos mais movimentados da cidade, é onde está a bela e imponente catedral - Duomo di Milano -  uma das maiores do mundo, com 157 m. de comprimento, 109 m. de largura e 45 m. de altura. Iniciada em 1386, demorou mais de 400 anos para ser concluída. 
A fachada em estilo gótico está revestida com 8.200 blocos de mármore branco-rosa de Candoglia (Lago Maggiore) formando um verdadeiro rendilhado, junto a 2.300 estátuas e diversos pináculos no teto. O interior com cinco naves, é um pouco escuro, possui mais de 50 colunas, vitrais, estátuas e sarcófagos de famílias ilustres. As portas de bronze são imponentes e com belas imagens de santos.

Para quem quiser conhecer mais, pode se feito um passeio aos subterrâneos da igreja, onde estão restos da época romana(século 4) e de antigas igrejas. Outro espaço que se pode ter acesso é o telhado, onde se vê mais de perto os pináculos e estátuas.

Serviço
Onde: Piazza de Duomo
Quando: diariamente das 7.00 às 18.45 horas.
Quanto: a entrada no Duomo é gratuita, porém ao telhado(elevador ou escada), ao Museu e aos subterrâneos é cobrado ingresso.
Curiosidade:  a catedral de Milão é a única igreja do mundo proprietária da própria marmoraria. Foi o duque de Milão que instituiu a Veneranda Fábrica do Duomo, ainda hoje responsável pela conservação, manutenção e obras de restauração da catedral.



Pelas ruas de Milão
Numa leve  caminhada, passando pela Via Dante, chega-se ao Castelo Sforzesco, inicialmente uma fortaleza, depois residência da família Visconti no século 14 e ampliado e reformado pelos Sforza no século seguinte, anos de esplendor do ducado milanês e muito frequentado por artistas como Bramante e Leonardo da Vinci,  foi o ápice do Renascimento.


Com a queda do ducado, invasão e ocupação estrangeira, o castelo passa a ser utilizado para fins militares. Sofreu muitas modificações e hoje está com a estrutura da última restauração ocorrida em início do século 20, quando se tentou deixá-lo como era no período sforzesco, de máximo esplendor.


Uma linda fonte adorna a entrada. Passando o grande portão você se depara com amplo pátio interno, onde se pode apreciara arquitetura do lugar e relaxar um pouco. Caso queira, há uma grande área dedicada à arte e à cultura à disposição. Nela estão vários espaços que abrigam museus (de Arte Antiga, de Arte Decorativa, do Móvel, de Instrumentos Musicais, entre outros), Pinacoteca, bibliotecas e outras instituições afins. Entre as obras mais importantes estão pinturas de Tintoreto, Mantegna, Tiziano e a Pietá Rondanini, última escultura inacabada de Michelangelo.

Serviço
Quando: Castelo Sforzesco está aberto todos os dias para visitas das 7 às 18 (no verão até as 19). Os museus, de terça a domingo das 9h às 17h.
Quanto: A entrada é gratuita, porém se quiser visitar os museus são cobrados ingressos.
Onde: Piazza Castello . Metro: Estções Cadorna, Lanza ou Cairoli.




Pinacoteca de Brera
Há vários museus em Milão, mas pelo pouco tempo que tínhamos e por ser o que estava mais próximo de onde nos encontrávamos, foi escolhida a  Pinacoteca de Brera, localizada no primeiro andar do Palácio de Brera, antigo convento no século 16 e que  passou a ser Academia de Belas Artes em 1776, quando os jesuítas foram expulsos pela imperatriz Teresa d'Austria, durante  a dominação austríaca. Sob o domínio de Napoleão, nos primeiros anos do século 19, a Pinacoteca (que fazia parte da Academia) foi transformada em um museu para expor as obras mais importantes obtidas dos territórios conquistados pelas tropas francesas.
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Atualmente a Pinacoteca, faz parte de um complexo com outras instituições, entre elas a Academia de Belas Artes e a  Biblioteca Braindense. No seu acervo, valiosas obras da arte gótica, medieval, barroca, até chegar na arte moderna e contemporânea.

Serviço
Onde: Via Brera, 28
Quando: De ter a dom das 8.30 às 19.15 horas (Sextas até as 21.15h)
Quanto: 6,0 euros


Mas com certeza o que atrai muitos visitantes à Milão é a pintura que está no convento Santa Maria delle Grazie, o Cenacolo Vinciano, simplesmente a famosa Última Ceia de Leonardo da Vinci. Pintada entre 1494 e 1498 na parede do refeitório do convento dominicano agregado à igreja, é uma das imagens mais reproduzidas em todo o mundo. A cena é a visão do famoso pintor do momento em que Jesus Cristo conta que há uma traidor entre os apóstolos. Atração muito concorrida, tem filas longas e apenas 25 pessoas entram por vez, com direito a ficar por 15 minutos no local. É necessário agendamento prévio. Infelizmente não consegui ingresso para os dias em que estaria em Milão e tentei com quase dois meses de antecedência. Portanto, é quase impossível se conseguir um ingresso no local, para o mesmo dia.

Fica a dica e a reprodução da famosa pintura.
A venda dos ingressos abrem com três meses de antecedência. Podem ser comprados pelo site(menos disponíveis) ou por telefone. A retirada do bilhete é feita no local e cerca de 20 minutos antes do horário marcado para entrar, com o recibo do pagamento feito pela internet.







Como fui

  • À mais cosmopolita das cidades italianas cheguei seis horas e meia após proveniente de Paris, onde embarcamos na Gare de Lion em um trem de alta velocidade - TGV-. Apesar de longa, a viagem foi tranquila. Houve algumas paradas para embarque e desembarque, mas o ponto alto foi quando atravessamos uma parte dos Alpes Suíços.




  • Ainda no Brasil fizemos a compra do bilhete Paris-Milão pelo site da Rail Europe. Escolhido o dia, a hora, a classe do trem e feito o pagamento com o cartão de crédito, o próximo passo foi imprimir o bilhete e..voilà!... passagem na mão. Ao contrário de outros bilhetes, a compra já incluía a reserva. Portanto não houve necessidade de fazer a validação nas máquinas automáticas que ficam na plataforma.
  • Chegamos à Gare de Lyon com um bom tempo de antecedência e aguardamos em frente ao painel luminoso, que indica a plataforma de embarque, até poucos minutos antes do horário da partida.
  • Chegamos em Milão na estação Garibaldi e de lá seguimos de metro até estação Lanza, onde encontramos a nossa anfitriã na cidade.





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