Vale Sagrado

Compreende uma bela região de terras férteis banhadas pelo rio Urubamba-Vilcanota, com 2.800 m de altitude e que começa a 15 km de Cusco. Em virtude da água abundante e clima agradável, os incas escolheram essa região para estabelecerem seus povoados e desenvolverem a agricultura. Hoje se espalham nessa área várias cidadezinhas e ruínas de santuários e fortalezas e é evidente nas feições, cultura e costumes desse povo as marcas deixadas pelos seus antepassados.





Diariamente partem de Cusco várias excursões com destino a esse Vale. Geralmente incluem os povoados de Pisac, Ollantaytambo, Urubamba e Chinchero, retornando a Cusco no final do dia. Há a possibilidade de contratar taxi (velhos e com pouco conforto) ou alugar um carro e fazer o roteiro por conta própria. Para entrar nas atrações é necessário o Boleto Turístico.



O que ver:

Há diversos sítios arqueológicos, mercados de artesanato, zonas de pastoreio e criação de llama e alpaca, montanhas, picos nevados e o rio Urubamba. As principais atrações estão em Pisac, Ollantaytambo, Chinchero, Maras e Moray.

A primeira cidade a ser visitada é Pisac, a 33 km de Cusco. Localizado no alto de uma montanha, onde vários terraços de cultivo se espalham pelas encostas, está o parque arqueológico.




Como em toda cidadela inca ali também há uma área destinada à cerimônias de adoração ao sol e templos menores para homenagens a outros deuses, onde se pode ver diversas tumbas encravadas nas paredes montanhosas.
                        
Impressiona o refinamento da técnica empregada sobre cumes rochosos, onde muros estão construídos com blocos de granito rosa perfeitamente encaixados.











Nas terças, quintas e domingos acontece o tradicional mercado de artesanato. Nos outros dias pode ser vista uma pequena amostra em uma feirinha no centro.

A próxima cidade do roteiro é Ollantaytambo, cerca de 80 km de Cusco, onde se localiza o complexo arquitetônico que foi centro militar, religioso e agrícola na época dos incas.                                    
 O destaque é para a engenhosidade da construção dos  monumentais terraços de cultivo. Os diversos níveis acompanham o aclive até o topo do morro, onde se chega por uma gigantesca e cansativa escadaria.
No final, o ponto máximo, o inacabado Templo do Sol, com os seus seis monólitos rosa encaixados perfeitamente. Incrível como um povo, sem os recursos modernos, conseguiu levar para o topo da montanha os blocos de pedras que pesam toneladas. 
Na parte baixa existe um pequena cidade, às margens do rio Urubamba. Nas suas ruas estreitas e em pedra podem se ver canais que transportavam a água que abastecia a população há séculos e que hoje ainda funciona como rede de distribuição de a água da cidade.
No local há lojas de artesanato, restaurantes, lanchonetes e pousadas. Da sua estação parte trens para Águas Calientes e também é um dos pontos de partida para quem vai seguir a trilha inca até Machu Picchu.













Os outros atrativos do Vale são as Salinas de Maras e as ruínas de Moray, além de Chinchero.


   

Como fui ao Vale Sagrado                                           
No quarto dia em Cusco, integrei um grupo até a pequena Ollantaytambo e de lá segui de trem até Aguas Calientes, onde dormi e no dia seguinte, logo cedo, subi em um micro ônibus até Machu Picchu.   No pacote que montei com a Interhabit estavam incluídas as visitas à Pisac e Ollantaytambo. O resto do grupo ainda conheceria Chinchero de onde retornaria, no mesmo dia, para Cusco.


...Saímos de Cusco cedo da manhã em um ônibus de turismo e a primeira parada foi em uma área onde existiam diversas barracas de artesanato da região, além das famosas llamas e peruanos com suas roupas típicas prontos para serem fotografados, mediante o pagamento de alguns soles. Tocava uma bonita música andina de uma banda peruana famosa. Porém, o tempo por lá foi mais do que o necessário e, consequentemente, prejudicaria em algum momento o passeio, obrigando-nos a ver atrações às pressas, por conta do horário que precisava ser comprido pela guia.



...A próxima parada foi no mirante onde se pode ver o Rio Urubamba e a Cordilheira ao fundo.

 

...Passamos pelo local do conhecido e tradicional mercado indígena dos domingos em Pisac. Como estávamos em pleno sábado, fizemos rapidamente, uma visita a uma loja onde artesãos fabricavam joias em prata, seguido de um pequeno giro pela feirinha de artesanato em frente. No entanto, o que me interessava era o parque arqueológico, localizado sobre uma montanha, onde vários terraços de cultivo se espalham pelas encostas. Após as explicações da guia, o grupo ficou à vontade para, em quarenta minutos, explorar a região.


...Em companhia de duas peruanas seguimos por uma trilha pela borda de um precipício em direção a um cemitério. Porém, ao passar por um pequeno túnel escavado numa rocha, a trilha se tornou muito mais perigosa, o que me fez desistir. Afinal, o efeito da altitude e o pouco tempo que nos restavam obrigava-nos a ser prudentes naquele momento.

                   
...Mas, foi o suficiente para se admirar a espantosa maestria e o refinamento da técnica empregada sobre cumes rochosos, onde muros estão construídas com blocos de granito rosa perfeitamente encaixados, além da técnica incaica de plantio em terraços ainda utilizados nos dias de hoje.



                                                       
...Almocei em um pequeno restaurante numa das cidadezinhas do Vale e enquanto esperava o ônibus, pois o grupo foi distribuído em distintos lugares para o almoço, percebi que nuvens escuras se formavam no céu. Tempestade a vista!
...Após o almoço a próxima parada foi Ollantaytambo, centro militar, religioso e agrícola na época dos incas. Hoje, a cidadezinha de ruas estreitas e em pedra, fica na parte baixa, às margens do rio Urubamba. Seus habitantes conservam até hoje os costumes dos seus ancestrais. 



...Começamos a visita às ruínas subindo e observando a engenhosidade inca para a construção dos terraços de cultivo. Ali, seus diversos níveis acompanham o aclive até o topo do morro. Por uma gigantesca escadaria que me obrigou a várias paradas para recuperar o fôlego, chegamos ao ponto máximo, o inacabado Templo do Sol, onde seis monólitos rosas têm encaixes perfeitos. Incrível como aquele povo, sem os recursos modernos, conseguiu levar para o topo da montanha os blocos de pedras pesando toneladas.
Enquanto subíamos as altas escadarias, a formação rochosa do lado oposto mostrava o perfil de um rosto. Seria a imagem de um deus inca?! Próximo as ruinas do que teria sido um silo, cuja localização na montanha facilitaria a conservação de alimentos. Engenhosos esses incas.

 

...E como estavam ameaçando no horizonte, as escuras nuvens derrubaram as suas águas quando ainda estávamos no topo. Foi uma correria só, quem tentava não se molhar descia pelas íngremes escadas, às pressas, até o abrigo dos ônibus lá embaixo. Molhada até os ossos me despedi do grupo e me encaminhei a um restaurante onde fiz um pequeno lanche antes de me dirigir para a estação de trem.

...Apesar de chegar duas horas antes do horário marcado para a partida do trem de Ollantaytambo para Águas Calientes, acabei o perdendo, não por culpa minha, achei de ajudar um casal de brasileiros que esquecera a bolsa na estação de trem de origem e perdi um tempão. Também, quem manda se meter onde não é chamada, mesmo que seja para ajudar?                                     

Comentários