Puno




Puño pampa em aimará significa “lugar de acampar ou dormir” e foi essa a função que teve esse lugar para os espanhóis, que o usava como acampamento de suas tropas. Com a intensificação da rota de Cusco para as minas bolivianas de Potosi, tornou-se ponto estratégico de parada das caravanas.






Origens

Puno foi fundada em 1668 e se tornou o maior porto do Titicaca. No entanto, a região já era habitada por povos anteriores aos incas, os Pukaras que, posteriormente, foram integrados à civilização Tiwanaku.



Por que ir a Puno?

Puno é a cidade peruana que divide com a boliviana, Copacabana, as águas azuis do Lago Titicaca. É do seu porto que partem os passeios para o lado norte desse imenso Lago, que mais parece um oceano, onde estão as Ilhas flutuantes dos Uros e as comunidades de Taquile e Amanti. A região é também a área das antigas e altas torres cilíndricas, câmaras funerárias conhecidas como chullpas, que estão em Sillustani.

A cidade em si não tem nenhum atrativo de interesse e na maioria das vezes é usada como ponto de passagem daqueles que viajam da Bolívia para o Peru, ou vice-versa. No máximo uma rápida visita às Ilhas dos Uros. 



Contrariando a maioria, eu resolvi ficar por dois dias na cidade. A sua localização às margens do Lago Titicaca serviria de base não só para chegar às ilhas do lado peruano do lago, como também à Sillustani.

Posso dizer que foi válida essa passagem por Puno, onde o encontro de duas civilizações andinas, os aimarás, ao sul, e os quéchuas, ao norte, além das influências coloniais, contribuíram para uma rica e diversificada cultura. Não é à toa que a cidade é considerada a capital folclórica do Peru. Mais de 300 danças foram catalogadas na região, o que lhe permite realizar os melhores festivais folclóricos do país.



Na Plaza de Armas está a Catedral, construída em 1757 homenageia a Virgen de la Candelaria. Simples no seu interior e com uma bela fachada possui na sua arquitetura elementos barrocos, renascentistas e mestiços.




Ao lado da Catedral está o Museu Carlos Dreyer




O pequeno museu tem em seus dois pavimentos peças de culturas pré-hispânicas,como a Pukara, uma boa amostra de cerâmicas pré-incaicas, pratas incas, além de peças de ouro achadas em Sillustani. Há também objetos religiosos do período colonial que foram reunidos pelo artista alemão Carlos Dreyer. 





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