Você pode imaginar uma verdadeira princesa dormindo num banco de uma praça, mesmo que seja uma praça em Roma? Pois é, isso aconteceu, pelo menos no cinema em 1953, com o filme Roman Holliday ou para nós "A Princesa e o Plebeu".

Devia ser muito chata a vida da Princesa Ann, para ela resolver abandonar, após uma crise nervosa, o entediante glamour do seu dia a dia de almoços, jantares de gala, compromissos oficiais, visitas a orfanatos, coletivas de imprensa, entre tantas outras atividades de uma agenda cheia e dar uma escapadela pelas ruas de Roma para conhecer como é a vida de pessoas normais.
E para dar uma descansadinha por se encontrar sonolenta (efeito de calmantes prescritos), nada como um cochilo em um banco de praça. Até que é encontrada pelo jornalista americano Joe Bradley, que após reconhecê-la, vê ali uma oportunidade para um furo jornalístico e faz a proposta ao incrédulo editor do American News Service, que em troca pagará cinco mil dólares  pela   entrevista que ele obtiver com a princesa.
Foto: divulgação do filme
Adquirindo a confiança de Ann e agindo como se não soubesse de quem se tratava, o jornalista com a conivência de seu amigo fotógrafo Irving Radovich, leva-a em sua vespa a conhecer os famosos cartões postais de Roma. Então temos a oportunidade de ver, em preto e branco, o Coliseu e a Boca da Verdade, onde ficou famosa a cena em que a princesa coloca a mão para testar a veracidade de suas palavras.

Porém o jornalista não contava que em 24 horas convivendo com aquela jovem bonita, simples e encantada com a cidade italiana, iria se apaixonar e desistiu da sua ideia de ganhar dinheiro com a entrevista.  Eis aí um enredo para uma bonita história de amor.

Princesa desaparecida, investigadores de seu pequeno país a sua procura. E é num baile no barco Sant’Angelo que ela é encontrada. Apesar de conseguir fugir, resolve retornar para sua realidade, despedindo-se do jornalista com lágrimas nos olhos e um beijo apaixonado. Mas como toda princesa obediente que se prese, chega a hora da sua coletiva de imprensa e é quando vai descobrir a verdadeira ocupação do seu amado.

O filme em preto e branco é  um clássico e pioneiro no gênero comédia romântica. Simples e rápido nos diverte e encanta ao mesmo tempo com as expressões de inocência e alegria da Princesa Ann ao se deparar com as "novidades" a que é apresentada nas ruas de Roma, inclusive a descoberta do seu primeiro amor. Mas ao contrário do que se espera de um filme romântico água com açúcar, o final é bem realista e cada um segue o seu caminho, deixando claro que a condição social diferente impedirá um "felizes para sempre".

Uma outra personagem que destaco nesse filme é a própria Roma, com seus belos pontos turístico, os pedestres nas ruas lotadas da década de 50 e um de seus ícones, a vespa, que leva o jovem casal em seu passeio romântico.

Audrey Hepburn está em seu primeiro papel como atriz principal. Foi daí que passou a se imortalizar como uma das principais atrizes da história do cinema. Ganhou o primeiro e único Oscar das seis indicações que teve.



Ficha Técnica

Princesa Ann: Audrey Hepburn
Joe Bradley: Gregory Peck
Produção: Estados Unidos, 1953
Duração: 1 h e 59  min.
Diretor: William Willer
Roteiro: Ian McLellan Hunter e John Dighton, baseado em história de Dalton Trumbo
Música: Georges Auric
Oscar: 10 indicações. Ganhou o de melhor atriz e melhor roteiro original.









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