Ilha do Sol



A Ilha fica na parte boliviana do Lago Titicaca, próximo a Copacabana (Kota-Kahuana). É a maior das 40 que lá existem. A imensidão azulada do Titicaca emoldurada pelos Andes com seus picos nevados (Cordilheira Real) é uma imagem fantástica. Um lindo passeio!







A ilha é habitada por comunidades aimarás que vivem da pesca, da agricultura (cultivo em plataformas), da criação de lhamas e do turismo.


Como chegar

Há opções:
  • Contratar uma agência de turismo para o transporte da lancha e um guia, em Copacabana, La Paz ou mesmo pela internet. Há passeios de meio dia, um dia inteiro ou pernoite.
  • Contratar o transporte no próprio porto, em Copacabana. Sai mais barato, mas se gasta muito mais tempo. É uma boa opção se você for pernoitar na Ilha.
Como eu montei o pacote com a empresa boliviana Turisbus, ainda no Brasil, ao chegar ao Hotel Rosário del Lago, já havia um guia exclusivo (em espanhol) para mim e outro (em inglês) para 4 estrangeiros, além de uma pequena lancha a nossa disposição.

Durante o planejamento encontrei o site da Transturin, que mantém um complexo turístico na Ilha.

Cerca de 1 hora após navegarmos pelo Titicaca, chegamos a ilha de relevo bem acidentado. Atualmente o refúgio rural tem sido, a meu ver, invadido pela especulação imobiliária. Visto que vi muitas construções modernas pelas encostas do maior e mais comercial vilarejo da ilha, Yumani, no lado sul

Desembarcamos, e após a breve visita às ruínas do Templo Pilkokaina, seguimos pela ingrime trilha, bordeando os terraços de cultivo, onde a técnica empregada é a mesma de séculos atrás. 

Fiz diversas paradas para recuperar o fôlego, até chegar ao topo. Ali, pudemos melhor apreciar a imensidão azul do Lago e no horizonte, a Ilha da Lua, tendo ao fundo a majestosa Cordilheira Real, com o seus picos nevados. Fantástico, apesar da canseira!

Da Ilha do Sol há barcos que saem para a Ilha da Lua (Isla de la Luna). O trajeto é feito em cerca de 1 hora.

         Ilha de la Luna e Cordilheira Real, no alto
A passagem pela ilha foi rápida e logo começamos a descida, desta vez pela "Escalera del Inca", uma alta escadaria de pedra da época dos incas, que dá acesso a Fuente del Inca, três saídas de água que jorram incessante o cristalino líquido. Em pouco tempo, estávamos no pequeno porto de onde regressamos à Copacabana.


Dicas
  • Você pode se hospedar em casa de moradores ou nas pequenas hospedarias e albergues. 
  • Quem está por conta própria pode percorrer a trilha  que vai do norte ao sul (8 km), conhecendo as duas partes. Prepare-se com um bom fôlego para sempre está subindo ou descendo as trilhas, além da alta escadaria pois já se está a 3.800 m.s.n.m!
  • A melhor época para ir é entre maio e outubro, quando os dias são secos e o sol faz a festa. Nos outros períodos é temporada de chuvas.
  • Atenção para os horários dos barcos, principalmente se for fazer a trilha e retornar à Copacabana no mesmo dia. Também é necessário comprar o ingresso, pois ao longo do trajeto há  3 "pedágios" que exigem o bilhete. 
  • Não esquecer de levar água, filtro solar, boné, óculos escuros e um agasalho. 
  • Não deixe de saborear a  Truta del Lago.



O que há para ver

Pode-se desembarcar em Yumani, ao sul e onde há melhor estrutura para hospedagem. Ali há uma enorme escadaria escalera del Inca, que o leva ao vilarejo.

Escalera del Inca

Seguindo a trilha em sentido norte, chegará em Ch'allapampa, onde existe um pequeno povoado fundado pelos incas. Ali próximo, por uma trilha se chega a Chincana, complexo de ruínas com uma rocha sagrada, que segundo a lenda teria sido o local onde o deus Viracocha teria criado o sol e a lua.


Parte Norte


  • Rocha Sagrada "Titi Khar'ka"(a pedra do puma)
  • Altar dos sacrifícios
  • Templo do Sol (conjunto de muros antigos)


Parte Sul


  • Fuente del Inca (fonte com 3 saídas de água). O acesso é feito pela Escalera del Inca
Fuente del Inca



  • Complexo Pilkokaina (conjunto de ruínas na subida da parte sul)- O Palácio Inca.


Pilkokaina










                         

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