A Arte Sacra, na Luz


O Mosteiro da Luz, um dos mais importantes monumentos paulistas do século 18, fundado pelo Frei Antonio de Sant'Ana Galvão, agora Santo, abriga o Museu de Arte Sacra de São Paulo desde a década de 70 (século 20). O prédio fundado em 1774 tem paredes grossas de taipa de pilão, à base de terra, material que era farto na região onde não existia pedra nem cal. E como testemunho desse tipo de edificação, pode-se observar partes originais em uma dos recintos, o aposento que teria sido do Frei Galvão. O monumento foi tombado pelo Iphan em 1943.



Com cerca de 4 mil peças, a coleção começou a ser formada entre 1908 e 1938, por iniciativa do primeiro arcebispo metropolitano de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo da Silva. A riqueza desse acervo é incontestável, mas o destaque é para a coleção de lampadários, considerada a segunda maior do mundo em variedade, após a que existe no Museu do Vaticano.


Fazem parte também do acervo oratórios, altares, imagens, jóias, móveis e quadros. Peças que foram produzidas entre o século 16 e 20.






No aprazível jardim se encontram réplicas dos profetas de Aleijadinho. Ao lado do Museu, a capela do século 18 onde estão os restos mortais do Frei Galvão




Em um prédio anexo, o destaque é o Presépio Napolitano.Em 110m² a obra não é apenas a representação da  "Sagrada Família", mas sim da sociedade napolitana do século 18, quando foi construído.



Com cerca de 1.600 peças, distribuídas em ruelas estreitas estão músicos, vendedores, sapateiros, barbeiros, verdureiros, pastores entre outros trabalhadores típicos que representavam os costumes napolitanos da época. É considerado um dos maiores presépios do mundo e foi trazido para o Brasil por Francisco Matarazzo Sobrinho, conhecido como Ciccillo, na década de 40(século 20).





Serviço
Onde: Av. Tiradentes, 676- Bairro da Luz ( Metro: Estação Tiradentes)
Quando: 3ª a 6ª (9 às 17h)/sab. e dom.(10 às 18h)

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